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Mary Pearcey: a mulher foi identificada como o sanguinário Jack, o Estripador

Depois de matar a esposa e o filho de seu amante, que anteriormente era seu marido, a britânica jogou os cadáveres quase decapitados em uma pilha de lixo

Isabela Barreiros Publicado em 12/12/2019, às 10h50

Imagem meramente ilustrativa de uma mulher prestes a assassinar seu amante
Imagem meramente ilustrativa de uma mulher prestes a assassinar seu amante - Getty Images

Nem todos os casamentos são felizes — traições podem fazer parte de inúmeros relacionamentos. No entanto, as consequências disso variam dependendo tanto da situação quanto das pessoas envolvidas. Mary Eleanor Wheeler Pearcey não aceitou a situação, mas nesse caso, ela era a amante.

Phoebe e Frank Hogg eram casados. Mary Pearcey e Frank, porém, tinham um caso. Tudo parecia bem até ela descobrir que a esposa de seu amante estava grávida e próxima de ter o bebê. Foi aí que ela decidiu agir, e planejou uma cruel operação.

Certo dia, Mary pagou um garoto para convidar Phoebe e seu bebê, já nascido na época, para tomar um chá da tarde em sua casa. A visita aconteceu no dia 24 de outubro de 1890. Durante o encontro, barulhos estranhos e gritos foram escutados por vizinhos, mas nada foi feito a respeito.

Mais tarde, o corpo de uma mulher foi encontrado em uma pilha de lixo juntamente com um bebê morto. O crânio havia sido esmagado e a cabeça estava praticamente desmembrada do resto do tronco, revelando um brutal homicídio.

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Crédito: Wikimedia Commons

A polícia conseguiu associar o cadáver ao desaparecimento de Phoebe e os pontos foram rapidamente conectados. Assim, eles logo se deslocaram para a casa de Mary, o local do fatídico crime para revista-la.

A mulher foi encontrada com diversas manchas de sangue que se distribuíam pelas paredes, aventais, teto e até mesmo uma faca de trincar. Tentou dissimular a versão das autoridades, afirmando que estava tendo problemas com ratos em sua residência. Mas ainda assim a desculpa não convenceu e Mary foi acusada de assassinato.

Durante todo o processo de incriminação, ela sempre alegou ser inocente. A britânica foi enforcada em 23 de dezembro de 1890 pelo assassinato de Phoebe e de seu filho e se tornaria uma lenda como outros famosos assassinos da Era Vitoriana. Mary é até mesmo associada ao muito conhecido Jack, o Estripador.

Muitos dos criminosos que cometeram assassinatos entre os anos de 1890 são levantados como possíveis “Jacks”. Sir Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes, começou a gerar especulações de que o serial killer pudesse ser uma mulher. As suspeitas continuaram, e ela passou a fazer parte da lista de suspeitos.

"Não era de admirar que, simultaneamente à descoberta do crime, lendas devessem ter surgido em torno de sua figura. O notório Jack, o Estripador, trabalhava na localidade e, embora isso tenha sido rapidamente refutado, a violência e o horror associados ao crime foram capazes de compreender como o boato surgiu em primeiro lugar”, explicou F. Tennyson Jesse, historiadora criminal britânica, em seu estudo sobre o caso.


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