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Massacre da realeza: o príncipe que matou a própria família e escandalizou Nepal

Ainda rodeado de mistérios, Dipendra teria discordado dos familiares durante uma celebração

Victória Gearini Publicado em 25/07/2020, às 08h00

Príncipe herdeiro Dipendra
Príncipe herdeiro Dipendra - Wikimedia Commons

Ocorrido em 1º de junho de 2001 o Massacre Real no Nepal foi um trágico episódio da História em que a família real nepalesa foi brutalmente assassinada a tiros durante uma celebração. O fatídico episódio aconteceu no Palácio Real de Narayanhity.

Segundo uma investigação oficial realizada pelo comitê do país, testemunhas oculares disseram que no dia 1º de junho de 2001, o príncipe herdeiro Dipendra abriu fogo contra os membros da monarquia nepalesa. Além disso, as autoridades que investigaram o caso concluiram, ainda em 2001, que o herdeiro foi o autor dos disparos.

Na ocasião ele atirou contra o seu próprio pai, o rei Birendra, sua mãe, a rainha Aishwarya e outros sete membros da família real, entre eles seus irmãos mais novos. Após assassinar sua família, o príncipe atirou contra sua própria cabeça. 

O motivo do massacre ainda hoje é um mistério, mas existem diversas teorias que tentam explicar este episódio. Um delas diz que Dipendra desejava se casar com Devyani Rana, no entanto, devido a desavenças entre as famílias, os pais da possível noiva se opuseram contra o casamento.

Outra teoria é que o príncipe herdeiro andava descontente com a política do país, que mudou de uma monarquia absoluta para uma constitucional. 

 Palácio Real de Narayanhity / Crédito: Wikimedia Commons

 

Entretanto, outras perguntas ainda hoje não foram respondidas pelas autoridades, como a falta de segurança em um evento da realeza. Além disso, Dipendra era destro, mas o ferimento na sua cabeça estava localizado em sua têmpora esquerda e havia duas balas em seu corpo, não apenas uma.

Este caso é repleto de controvérsias, entre elas o fato de ter sido investigado por apenas duas semanas, sem envolver nenhuma análise forense. 

Teorias conspiratórias 

Após matar seu pai, Dipendra foi declarado rei do Nepal enquanto estava em coma, no entanto, três dias depois do massacre, o herdeiro faleceu. No dia 12 de junho de 2001, foi realizada uma cerimônia hindu de katto em memória ao espírito do "rei morto". 

Rei Gyanendra / Crédito: Wikimedia Commons

 

Algumas teorias conspiratórias acreditam que a reunião familiar foi planejada pela agência de inteligência indiana Research and Analysis Wing (RAW) e pela Agência Central Americana de Inteligência (CIA), que ajudaram no massacre, com o intuito de Gyanendra assumir ao trono.

No dia do crime, Gyanendra estava em Pokhara, e nenhum de seus filhos foram mortos durante o massacre. Como Gyanendra e seu filho Prince Paras eram muito impopulares no país, muitos acreditam que a morte dos herdeiros ao trono foi uma tática usada pelo monarca para assumir o poder.


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