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Massacre em Sandy Hook: o brutal tiroteio na escola primária que abalou os EUA

Em 2012, Adam Lanza invadiu uma escola, matou 26 pessoas e disparou quase 100 tiros antes de acabar com a própria vida

Alana Sousa Publicado em 17/02/2021, às 17h00

Policiais ao lado de fora da escola de Sandy Hook no dia do tiroteio
Policiais ao lado de fora da escola de Sandy Hook no dia do tiroteio - Divulgação

A manhã de 14 de dezembro de 2012 parecia mais uma outra qualquer. Os alunos entraram às 9 horas na escola primária de Sandy Hook, localizada em Connecticut, Estados Unidos. Até que, cerca de trinta minutos após o início das aulas, um barulho estrondoso de tiroteio ressoou pelos corredores.

Do lado de fora das salas, o jovem de 20 anos, Adam Lanza, dava início a um dos piores massacres que o país já tinha vivido. Inspirado por casos como Columbine e Virginia Tech, o atirador conseguiu alvejar 26 pessoas, que vieram a morte ainda no local.

O Massacre de Sandy Hook

Se para as crianças de Sandy Hook, o dia começou de maneira tranquila, para Lanza foi marcado por sua primeira atitude brutal. Antes de dirigir até o palco do massacre, Adam assassinou sua mãe com quatro tiros na cabeça. Horas mais tarde, policiais encontraram o cadáver ainda de pijama, na cama onde dormia.

Com o carro da mulher que acabara de matar, o americano seguiu para a escola. Armado com duas pistolas e um rifle Bushmaster XM15-E2S, Lanza adentrou a instituição e, cinco minutos depois, fez os primeiros disparos.

Escola Primária Sandy Hook / Crédito: Divulgação

 

A situação era caótica dentro das salas, atacando principalmente duas classes da primeira série, os professores tentaram de tudo para que o máximo de crianças pudesse ser salvo. Kaitlyn Roig, de 29 anos, conseguiu abrigar 14 alunos dentro de um banheiro, formando uma barreira na porta para que o atirador não entrasse.

Os últimos momentos de Victoria Soto foram marcados por um ato de bravura, após esconder as crianças dentro de um armário, foi assassinada por Lanza. Anne Marie Murphy foi encontrada morta perto dos pequenos, seu corpo mostrou que ela morreu tentando os proteger dos tiros.

Lanza não escolhia em quem ia atirar, mas fazia questão de efetuar quantas balas fossem necessárias para que seu alvo morresse. Uma perícia revelou que um dos mortos havia sido atingido pelo menos 11 vezes, e que de 50 a 100 tiros foram realizados.

O terror durou o que pareceu ser uma eternidade. Durante todo o tiroteio, os educadores tentaram contatar o serviço de emergência, mas não obtiveram sucesso. As primeiras viaturas chegaram ao local às 9h39; um minuto depois, o último tiro foi feito.

Não se sabe ao certo qual era o plano de Adam, porém, em certo momento, ele decidiu que era o suficiente. Talvez pela chegada das autoridades, ou pelo estrago feito, mas Lanza disparou seu último tiro: dessa vez, contra sua própria cabeça.

Uma cena aterrorizante

A cena dentro de Sandy Hook era perturbadora. Corpos jogados no chão, crianças assustadas, professores assassinados, o caos estava em toda parte. Quando as autoridades de Newtown entraram na escola, às 9h44, o assassino já estava morto; o que restara era um massacre brutal que tomaria proporções inimagináveis.

Depois de uma vasculhada superficial, foi possível separar os vivos e encaminhá-los para fora do ambiente. Cerca de 15 minutos mais tarde, às 10h o Hospital Danbury enviou ambulâncias para a região.

Crianças presentes no massacre / Crédito: Divulgação/YouTube

 

No total foram 26 mortos, sendo que 20 deles eram crianças que tinham entre seis e sete anos de idade, o restante era profissionais da educação. Ainda que três pessoas tenham sido levadas com vida para a emergência, duas delas vieram a óbito no mesmo dia.

Ao lado do corpo de Lanza não havia nenhuma nota de suicídio, o que dificultou o trabalho da polícia. Entre seus pertences havia a identidade do irmão, Ryan, que em primeiro momento foi apontado como o responsável pelo massacre.

Ryan Lanza se apresentou à polícia e disse que não mantinha contato com o irmão mais novo fazia dois anos. Quando perguntado a razão do distanciamento, o homem revelou que Adam era “doente”. O americano também foi importante para entender sobre a família do criminoso.

Assim como já foi observado em massacres anteriores, Lanza tinha ligação com a escola de Sandy Hook, ele havia frequentado o local por 4 anos, antes de se mudar para Newtown Middle School e, depois, para Newtown High School.

Detalhes macabros: o atirador

Informações sobre uma reunião da Associação Internacional de Chefes de Polícia e Coronéis, que ocorreu em março de 2013, trouxeram à tona detalhes do planejamento do massacre. A revelação, feita pelo New York Daily News, mostrou que Lanza mantinha uma planilha com características de outros tiroteios, como armas, feridos e mortos.

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Adam Lanza / Crédito: Divulgação

O artigo também noticiou que na casa de Adam foram encontradas espadas samurais, um certificado da National Rifle Association, 1.400 cartuchos de munição e diversas armas de fogo. Tais armamentos pertenciam à sua mãe, Nancy Lanza, que foi descrita pela CBS News como uma “entusiasta de armas que possuía pelo menos uma dúzia de armas de fogo”.

Era de conhecimento de todos que Adam sofria com ansiedade, chegando até mesmo a ser levado para um hospital por conta de uma crise. Na escola era visto como inteligente, mas inquieto. Para Ryan, seu irmão, ele fazia parte do espectro autista, embora a tese não tenha sido confirmada em vida.

A teoria, no entanto, parece verídica, durante seu tempo em Sandy Hook, Lanza foi diagnosticado com distúrbio de integração sensorial, característica presente no autismo. Por conta de suas limitações intelectuais, ele passou a ser educado em casa por sua própria mãe. Foi quando ficou ainda mais solitário do que já era, passando a maior parte de seu tempo no porão da residência.

Em sua curta vida, de apenas duas décadas, Adam passou por dificuldades extremas e jamais aprendeu a socializar, se afundando cada vez mais em temas perigosos que o colocou em um caminho sem volta. “Vamos ter que nos unir e tomar medidas significativas para evitar mais tragédias como essa, independentemente da política”, disse Barack Obama na época.

Sandy Hook entrou para a lista de muitas escolas que sofreram com a ira e perturbação de adolescentes que precisavam de ajuda especializada, marcando na História as vidas perdidas e a problemática das armas que ainda persiste nos Estados Unidos.


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