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Mata Hari, a dançarina exótica presa injustamente por espionagem há 103 anos

Sensual e ousada, a mulher vendia informações para oficiais franceses e alemães durante a Primeira Guerra Mundial

Pamela Malva Publicado em 13/02/2020, às 08h00

Mata Hari em 1906
Mata Hari em 1906 - Wikimedia Commons

Esbelta e sensual, Mata Hari era conhecida nos Países Baixos por suas apresentações de danças exóticas. Entre tecidos lisos e passos que pareciam flutuar, a jovem virou símbolo da ousadia feminina e foi presa por espionagem há exatos 103 anos.

Quando a Primeira Guerra Mundial eclodiu, Mata tinha 35 anos e dançava por diversos estabelecimentos em Berlim. Entre suas apresentações, ela mantinha um relacionamento com o chefe da polícia local.

Em 1915, no entanto, ela passou por um dos piores momentos de sua carreira. As pessoas consideravam sua idade inapropriada para uma dançarina exótica e ela já não conseguia mais tantos trabalhos.

Mata Hari dançando / Crédito: Wikimedia Commons

 

Ela encontrou na espionagem uma forma rápida de ganhar dinheiro e marcou presença em Holanda e França. Nos países, vendeu informações para Eugen Kraemer, o cônsul alemão em Amsterdã e para Georges Ladoux, oficial da contra-espionagem francesa.

Em 1916, a dançarina se apaixonou por Vadim Maslov, um oficial russo de 23 anos que servia à França. E, quando ele se machucou, ela foi visita-lo na frente de batalha. No exército francês, ela entrou em contato com Ladoux novamente. Ele pediu que ela espionasse o embaixador alemão em Madri, oferta que Mata aceitou de bom grado.

O oficial francês aproveitou a inocência da mulher e a entregou às autoridades. Ela foi presa no dia 13 de fevereiro de 1917, em Paris. Para tentar fugir, Mata tentou dissuadir os oficiais tirando todas as suas roupas, mas não teve sucesso e foi levada mesmo assim.

O fuzilamento de Mata Hari / Crédito: Wikimedia Commons

 

Em julho daquele mesmo ano, Mata foi julgada e acusada por dupla espionagem para a Alemanha. Muitas de suas mentiras pessoais foram trazidas a público, o que facilitou o trabalho dos promotores. Ela foi condenada, mesmo sem provas conclusivas, apenas baseadas em hipóteses.

Mata Hari foi executada por um pelotão de fuzilamento em 15 de outubro de 1917. Até o fim, ela manteve a postura sensual e ousada, e mandou um beijo para os soldados. Das 12 armas apontadas pra ela, apenas 4 tiros acertaram seu corpo.

A ex-dançarina não foi sepultada e seu cadáver foi mandado para a Faculdade de Medicina Francesa. Lá, serviu como exemplo para as aulas e anatomia. Sua cabeça, no entanto, foi embalsamada e enviada para o Museu de Criminosos da França, onde ficou até desaparecer, supostamente roubada por um admirador, em 1958.


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