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Megan is missing, o perturbador filme que viralizou 9 anos após o lançamento

Quando estreou, o longa, que fala sobre o sumiço de uma adolescente, não fez tanto sucesso — mas, por motivos desconhecidos, virou uma febre nas redes sociais em 2020

Pamela Malva Publicado em 06/12/2020, às 12h00

Imagem da capa de divulgação do filme
Imagem da capa de divulgação do filme - Divulgação

Repleta de aplicativos, redes sociais e destinos dos mais variados, a internet que conhecemos hoje é absolutamente imprevisível. Por isso, é difícil imaginar o que torna vídeos, fotos e músicas virais, por mais famosos que seus criadores sejam.

Hoje em dia, um desconhecido pode se tornar mundialmente famoso da noite para o dia, enquanto um produtor de conteúdo com milhares de seguidores não recebe metade do engajamento que está acostumado a receber por um de seus posts.

Por esse motivo, inclusive, o diretor Michael Goi ficou impressionado ao descobrir que um filme produzido em 2011 voltou ao topo das paradas, mesmo tantos anos depois. Isso tudo porque o longa “Megan is missing” viralizou no TikTok.

Cena de Megan Is Missing / Crédito: Divulgação

 

Medo mundial

Lançado em setembro de 2016, o TikTok é uma rede social exclusiva para vídeos curtos de diversos temas, que abrange desde humor, até coreografias e receitas. Bastante variado e mundialmente famoso, o aplicativo tem usuários em dezenas de países.

Foi nesse ambiente que o filme de terror “Megan is missing” viralizou, sem nenhum motivo aparente. De repente, os jovens estavam falando sobre como o longa é aterrorizante, reagindo às cenas e descrevendo a experiência como "traumatizante".

Tamanha foi a repercussão que Michael Goi teve de publicar um vídeo em sua própria conta no TikTok, a fim de alertar as pessoas sobre o filme. Acompanhando a onda viral, o pequeno vídeo criado pelo diretor também alcançou milhões de visualizações.

Uma das cenas de Megan Is Missing / Crédito: Divulgação

 

Onde está Megan?

Em entrevistas posteriores ao lançamento do filme anos atrás, Michael Goi explicou que, de fato, a ideia do longa era causar desconforto. Isso porque ele fala sobre o sumiço de uma adolescente e, segundo o diretor, foi inspirado em casos reais de sequestros de crianças, a fim de trazer luz ao tema delicado.

Durante “Megan Is Missing”, então, a jovem Megan Stewart desaparece após marcar um encontro com um garoto de quem ela gostava. Preocupada com o sumiço da amiga, Amy Herman inicia uma investigação que revela uma série de acontecimentos bizarros, grotescos e assustadores, que movimentam o filme de terror psicológico.

Mesmo que tenha sido lançado em 2011, então, o longa tem as qualidades perfeitas para viralizar em uma plataforma que valida os cliques, o misterioso e o bizarro. Na época, entretanto, o filme foi pouco elogiado e acabou esquecido com o tempo.

Uma das cenas mais famosas de Megan Is Missing / Crédito: Divulgação

 

Perigo na esquina

Pelas cenas violentas e pela hiperssexualização de adolescentes, o longa chegou a ser proibido na Nova Zelândia. Ainda assim, anos mais tarde, algumas das cenas mais absurdas estão disponíveis no TikTok para quem quiser assistir.

Depois de ser avisado pela atriz Amber Perkins, protagonista do filme, sobre a onda viral, portanto, Michael Goi decidiu se pronunciar. Segundo ele, a ideia de publicar o novo vídeo era que ele pudesse alertar aos novos espectadores do longa.

"Não pude dar a vocês os avisos habituais que costumava dar às pessoas antes de assistirem 'Megan is missing'”, começou o diretor, no aplicativo. “Não assista ao filme no meio da noite; não assista sozinho”, alertou, lembrando, ainda, que algumas fotos do longa podem ser um conteúdo sensível demais para algumas pessoas.

Por fim, Michael ainda pediu desculpas pelo cunho “traumatizante” da obra. "Desculpas a quem já postou sobre como surtou vendo o filme, mas fica um aviso justo para aqueles que estão considerando assisti-lo", pontuou o diretor.