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Michael Jackson criou os filhos em 'um ambiente de mente aberta'

Paris Jackson revelou em entrevista de 2017 que já tinha sido positivamente correspondida quando o pai ainda era vivo

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 06/06/2021, às 06h00

Paris Jackson durante funeral de Michael, em 2009
Paris Jackson durante funeral de Michael, em 2009 - Getty Images

Filha do maior astro da música durante o século 20, Paris Jackson teve de conviver com os holofotes de Michael Jackson antes e depois de seu falecimento, em 25 de junho de 2009. Fruto de um relacionamento do Rei do Pop com a enfermeira Debbie Rowe, ela cresceu com a presença da madrinha Elizabeth Taylor e a amiga pessoal do pai, Diana Ross.

Apesar do convívio com as estrelas, fez questão de ser reservada e conceder raras entrevistas, como em janeiro de 2017, quando Paris teve uma conversa extensa publicada na revista Rolling Stone norte-americana, onde abordou os principais assuntos do convívio com o pai durante os primeiros 11 anos de vida.

Paris Jackson, em 2019 /Crédito: Getty Images

 

Estampando a capa da publicação, ela explicou como foi o falecimento do cantor, relatando o ambiente familiar, recepção do mundo artístico e até mesmo opiniões pessoais sobre episódios cotidianos. Contudo, a herdeira do cantor chamou atenção quando, aos 19 anos, teve sua sexualidade pautada.

Michael e a tolerância

Na ocasião, a jovem revelou publicamente que engloba a comunidade LGBT e que, junto ao pai, nunca havia enfrentado problemas com aceitação, afirmando que Michael era tolerante no ambiente familiar — e soube lidar com bom humor quando as primeiras descobertas da garota aconteciam, tendo a mais antiga manifestação de apreço relembrada.

"O meu pai me criou em um ambiente de mente aberta. Eu tinha oito anos quando me apaixonei por uma mulher numa capa de revista. Em vez de gritar comigo, como a maioria dos pais homofóbicos, ele brincou: 'Ah, você arranjou uma namorada!'", relembrou Paris.

Ela ainda completou que Jackson sempre propagou o amor, afirmando que, os dois focos principais de sua criação era "amar" e a "educação". De acordo com o portal UOL, a garota seria vista ainda naquele ano aos beijos com a atriz Cara Delavigne em um estabelecimentos na Califórnia, EUA.

Livre de rótulos

Apesar da revelação, o assédio midiático que acompanhou seu pai ao longo da vida se virou contra Paris após a revelação, a incomodando por se tornar pauta em conversas seguintes, inclusive de admiradores, como informa a revista Capricho; um fã chegou a questioná-la se ela seria bissexual, replicando com bom humor.

"Se é como vocês definem, então sim. Mas quem precisa de rótulos?”, respondeu. No ano seguinte, ainda foi mais incisiva em uma publicação do Instagram, onde solicitou compreensão em relação a sua sexualidade: "Eu não sou bissexual. Eu apenas amo pessoas e não rotulo a mim mesma. Então, por favor, não me rotulem. Obrigada".


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