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Michael Taylor: Supostamente possuído por 40 demônios, ele assassinou brutalmente a esposa

Em 1974, um caso cruel de exorcismo e homicídio chocou a Inglaterra

Alana Sousa Publicado em 12/06/2020, às 11h00

Michael Taylor
Michael Taylor - Wikimedia Commons

Michael Taylor era um cristão fervoroso que morava na cidade de Osset, na Inglaterra, em 1974. Trabalhava como açougueiro e frequentava o Grupo Cristão Fellowship. Mantinha uma amizade próxima com a líder do grupo, Marie Robinson, que afirmava conseguir fazer com que Taylor falasse em línguas em encontros religiosos.

Sua rotina parecia normal, como de qualquer morador do pequeno bairro, que trabalhava e frequentava a Igreja. Entretanto, Christine Taylor, sua esposa, começou a suspeitar da próxima relação que o marido mantinha com a líder cristã.

Ao levar a questão ao grupo de companheirismo que o casal participava, Taylor, admitiu sentir um mal dentro de si e, então, tornou-se agressivo e começou a gritar em diferentes línguas com Marie, que rebateu os insultos. O açougueiro precisou ser contido fisicamente para que não agredisse as pessoas presentes.

Michael Taylor / Crédito: Wikimedia Commons

 

Mais tarde, Taylor afirmou que apenas lembrava-se de estar nu com Robinson. “Eu lutei contra — mas ele me superou e, eu tinha procurado o conhecimento de mim mesmo e do meu ser nesta terra e ele tentou dar-me, mas esse não é o caminho”, explicou o homem.

Na reunião posterior os membros da Igreja decidiram conceder a Michael uma absolvição pelo seu comportamento, porém, Christine alegou que a postura do marido não havia mudado. Foi quando o vigário local convocou outros ministros para realizarem um exorcismo, a fim de expulsarem os demônios do homem — supostos causadores da tentação carnal.

A cerimônia de exorcismo ocorreu nos dias 5 e 6 de outubro. O ato foi conduzido pelo padre Peter Vincent e, auxiliado pelo clérigo metodista, o Reverendo Raymond Smith.

O especialista em ocultismo da Inglaterra, Bill Ellis, presenciou o exorcismo e, mais tarde, escreveu que os religiosos expulsaram “pelo menos quarenta demônios, incluindo aqueles de incesto, bestialidade, blasfêmia e luxúria”. Quando cansados, eles permitiram que Michael Taylor fosse para casa, mesmo acreditando que três demônios ainda continuavam nele: o da loucura, assassinato e violência.

Matéria do jornal noticiando o crime / Crédito: Wikimedia Commons

 

As horas que se seguiram foram de terror extremo: ao chegar em casa, Taylor assassinou brutalmente a esposa Christine: com suas próprias mãos, o homem arrancou os olhos, a língua e deformou o rosto da mulher. Em seguida estrangulou o cachorro da sogra. Foi encontrado pelado e ensanguentado, perambulando pela rua na qual morava.

A polícia foi chamada e prendeu Michael em flagrante. O julgamento aconteceu em março de 1975, no qual ele foi absolvido por motivo de insanidade. Passou quatro anos em duas instituições psiquiátricas, antes de ser liberado.

Taylor retornou para sua vida regular, mas em 2005, foi acusado de assediar uma adolescente. Foi condenado a prisão, porém, mais uma vez, cumpriu a sentença na ala psiquiátrica.


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