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O crime perfeito: Conheça o Assassino do Zodíaco, que nunca foi identificado

Conhecido por suas cartas em código, o serial killer não deixou rastros em nenhum de seus crimes

Isabela Barreiros Publicado em 24/08/2019, às 08h00

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- Crédito: Reprodução

Um crime perfeito: até os dias atuais, o caso do Assassino do Zodíaco permanece sem resolução. A polícia não conseguiu indicar o número exato de vítimas, a identificação do autor dos crimes, nem foi capaz de decodificar as cartas misteriosas do serial killer que gostava de provocar as autoridades.

O que se sabe, é que ele fez sete vítimas na região norte da Califórnia, Estados Unidos durante 10 meses, no final dos anos 1960. As pessoas eram, normalmente, jovens que estavam entre 16 e 29 anos, e foram baleadas ou esfaqueadas pelo Zodíaco.

O psicopata abordou moças que tinham furado o pneu de seus carros e esperavam por ajuda, casais sozinhos em lugares praticamente desertos e até um taxista, que foi a última vítima identificada da série de crimes.

Um desenho baseado na descrição de testemunhas / Crédito: Reprodução

 

Os assassinatos eram minimamente planejados, tanto pelo fato de dois sobreviventes relatarem que foram observados e perseguidos por um homem, quanto por ele nunca ter sido pego pelos crimes. O criminoso nunca deixou suas impressões digitais nas vítimas e nos locais em questão. 

Além disso, o Assassino do Zodíaco passou a desafiar a polícia e a imprensa locais. Ele enviou uma série de cartas ameaçadoras para jornais, incluindo quatro criptogramas, dos quais apenas um foi decodificado. A primeira combinação possuía 408 símbolos, ou seja, era difícil de ser entendida. 

Uma das cartas codificadas que foram enviadas em nome do Zodíaco / Crédito: Reprodução

 

O serial killer nunca foi preso. As autoridades chegaram em Arthur Leigh Allen, um ex-professor que usava um relógio da marca Zodiac e teria lido um conto ao qual uma das cartas fazia referência. Também foi reconhecido em fotos por um dos sobreviventes, em 1991, mas em 1992 ele morreu, sem nem ter sido indiciado porque as provas não foram consideradas conclusivas.

Em abril de 2004, o caso foi fechado pela Polícia de São Francisco por falta de evidências, deixando-o inativo. Acabaria sendo aberto novamente em 2007 e continua, até o presente, sem uma conclusão definida.