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Bomba extraterrestre? a verdade por trás da enigmática explosão de Tunguska

Durou 19 anos o mistério de uma bola de fogo assustadora, que explodiu com força 185 vezes mais potente do que a bomba de Hiroshima

Vanessa Centamori Publicado em 23/07/2020, às 16h00

Imagem ilustrativa de meteorito
Imagem ilustrativa de meteorito - Freepic

O ano é 1908 e o dia, 30 de junho. Horário: 7 horas e 17 minutos. Um homem está sentado na varanda na frente de um posto comercial em Vanavara, na Sibéria. Ele sente que é arremessado da cadeira. O calor é tão intenso que é como se o cidadão sentisse sua camiseta pegando fogo. 

Isso porque ele teve sorte. Não estava no centro, mas a 64 quilômetros do marco zero de uma explosão assustadora que tomou a área do Rio Tunguska. A situação do homem, divulgada pela NASA, nos dá uma ideia da destruição causada pelo estrondo, que rendeu interrogações por 19 anos. 

Ainda bem que a área central da explosão era remota. Não houve relatos oficiais de vítimas, embora outras histórias como a do indivíduo proposto aqui tenham acontecido, pelo menos a um raio aproximado de 60 quilômetros. Nessa distância, moradores até sentiram o fervor e caíram de onde estavam. 

Além disso, centenas de renas também sofreram, sendo reduzidas a carcaças carbonizadas. A causa da inquietação? uma bola de fogo inexplicável, que estourou com força 185 vezes o impacto direto de Hiroshima. O céu se iluminou por dias. 

Árvores caídas por conta do evento de Tunguska / Crédito: Wikimedia Commons 

 

Primeira investigação 

A região siberiana do rio Tunguska possui clima dramático, com verão curto e inverno longo e hostil. É na estação mais fria do ano que o local se torna um pântano lamacento e inabitável. E sobretudo, nos anos seguintes ao evento, conflitos políticos surgiam, como a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa.

Portanto, não houve quem ousasse ou quisesse se aventurar no local em busca de respostas para explicar o mistério. Mas isso mudou em 1921, quando o curador da coleção de meteoritos do museu de São Petesburgo, Leonid Kulik, liderou uma expedição na região. 

Naquele primeiro momento, ele foi vencido pelas condições desafiadoras e não chegou ao ponto da explosão. Mas, o cientista não desistiu: retornou em 1927. Desta vez com sucesso, encontrou oito milhões de árvores caídas na horizontal, deitadas em um padrão que apontava para o epicentro do estrondo. Só havia um problema: nenhuma cratera era vista a olho nu. 

A revelação 

Intrigado pelo enigma do grandioso estouro, Leonid Kulik tentou conversar com moradores, que ficaram relutantes. No entanto, conseguiu falar com alguns como o indivíduo que estava no posto comercial em Vanavara. 

E ele finalmente descobriu o porque do estrondo nunca ter deixado rastro em uma cratera. Kulik viu que o terreno pantanoso era macio demais. Dessa maneira, os detritos foram enterrados. 

Foto do local da explosão de Tunguska q Crédito: Wikimedia Commons 

 

Ao longo do tempo, muitas teorias conspiratórias rondavam o fenômeno, sendo que, uma delas dizia que se tratava de uma bomba alienígena ou ainda uma colisão de uma nave. O pesquisador viu que realmente se tratava de uma colisão — só que foi com um meteorito de 100 toneladas e não com um OVNI

O pântano escondeu o resíduo meteórico — se é que restou alguma coisa, pois há chances de que o meteorito tenha sido consumido por completo com o impacto. A verdade é que a rocha espacial de cerca de 36 metros entrou na atmosfera da Sibéria e detonou o céu.

No caso fatídico, a rocha espacial caiu com velocidade extrema, de 53 mil km/h. A temperatura alcançada no impacto foi igualmente alucinante: 24 mil graus celsius. Não é à toa que a situação infernal tenha sido sentida tão de longe.

O homem afetado a 64 quilômetros do epicentro relatou o momento em suas palavras. "O céu se partiu em dois e, acima da floresta, toda a parte norte parecia coberta de fogo ... Naquele momento houve um estrondo e uma forte colisão ... A colisão foi seguida por um barulho como pedras caindo do céu ou armas disparando. A terra tremeu", contou.

É de arrepiar. E pode acontecer novamente, já que trata-se de um fenômeno que se repete, segundo as aproximações. Os números dizem que um evento como o de Tunguska possa ocorrer na Terra a cada 300 anos.

Mas está tudo bem: para evitar grandes estragos, agências espaciais como a NASA e a ESA (Agência Espacial Europeia) monitoram diariamente os céu. Os últimos registros não revelam nenhuma ameaça vinda do espaço com chances significativas de destruir o nosso planeta por completo. 


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