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Monstro encaixotado: o mosteiro que diz ter pedaço de pele do Abominável Homem das Neves

Descoberto pela primeira vez em 1960, o artefato já viajou o mundo e é guardado até hoje pela instituição no Nepal

Pamela Malva Publicado em 21/04/2020, às 08h00

Dr. Biswamoy Biswas examinando a pele do Yeti
Dr. Biswamoy Biswas examinando a pele do Yeti - Wikimedia Commons

Monstro do lago Ness e Pé Grande são alguns dos indivíduos mitológicos mais famosos do mundo. Declarado real pelo governo de Nepal em 1961, o Yeti é um desses seres, mas deixou de ser uma lenda há bastante tempo.

Há anos, entusiastas e especialistas na história do Abominável homem das neves procuram por ele nas montanhas do Himalaia. Já foram encontradas pegadas, barracas destruídas e não faltam relatos de alpinistas que dizem terem o visto.

O mosteiro de Khumjung, entretanto, foi muito além do esperado e alega possuir um pedaço de pele de um Yeti de 300 anos. Graças ao artefato misterioso, a instituição na vila do Nepal recebe diversos visitantes e muitas doações.

Suposta pele de Yeti em caixa no mosteiro de Khumjung / Crédito: Divulgação

 

Expedição nas montanhas

Em meados de 1960, Sir Edmund Hillary e o jornalista Desmond Doig encontraram a suposta pele do Yeti em uma casa na vila de Khumjung. A dona da residência, uma senhora, explicou que a pele funcionava como um amuleto da sorte.

Inicialmente, os dois estavam procurando por pistas sobre o pé grande. Entretanto, quando se depararam com a pele, Edmund e Desmond quiseram entrar em turnê com o artefato raro e bastante misterioso.

A senhora da vila, todavia, ficou apreensiva e não quis abrir mão de sua relíquia. Para que todos saíssem ganhando, portanto Edmund sugeriu um acordo. Ele faria investimentos no mosteiro e na escola de Khumjung, enquanto os guardiões da pele deixariam que ela viajasse pelo mundo, acompanhada de um monge.

Khumjo Chumbi foi encarregado de seguir a pele do Yeti para onde quer que ela fosse e, junto de Edmund e Desmond, deu uma volta ao mundo. Na época, o monge disse ao jornal The Guardian que cuidava da pele com carinho, porque acreditava que era real.

Depois da turnê mundial, a pele do Yeti foi devolvida ao mosteiro em Khumjung, onde permanece até hoje. O artefato fica trancado em uma caixa, lacrada com um cadeado, e não é retirada nem mesmo sob pagamento, seja qual for a quantia.

Foto da suposta mão de Yeti, tirada em 1958 / Crédito: Wikimedia Commons

A mão misteriosa

Além da pele do Yeti, o mosteiro de Khumjung ainda afirma possuir uma das mãos do animal mitológico. Tão famoso quanto o couro encaixotado, o membro foi testado diversas vezes e, por fim, classificado como humano.

A mão do Yeti foi fotografada pela primeira vez pelo empresário Tom Slick, em 1957. Depois disso, diversas visitas foram feitas ao mosteiro para explorar, analisar e estudar os ossos guardados na instituição.

Em 1959, Peter Byrne roubou falanges da mão durante uma das expedições e as substituiu por fragmentos humanos. Assim, ninguém sentiria falta dos ossos roubados e ele poderia estudá-los sem pressa.

Pouco tempo depois, o próprio Sir Edmund Hillary investigou e reuniu informações sobre a mão guardada no mosteiro, em 1960. Junto de Marlin Perkins, ele determinou que o membro em questão não se passava de uma farsa e que os ossos pertenciam a uma pessoa.

De acordo com a lenda contada pelo mosteiro, a mão foi encontrada em uma caverna por um dos monges. Ele teria recolhido os ossos e os levado para a instituição, onde ela foi preservada até a idade moderna.

A fim de atestar a teoria de Edmund e de outros estudiosos, novos testes foram feitos em 2011. Realizado em Edimburgo, um exame de DNA mostrou que o artefato misterioso, na verdade, continha traços genéticos humanos, nada mitológicos.


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