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Morta pela Revolução: 5 fatos sobre Alexandra Feodorovna, a solitária esposa de Nicolau II

A polêmica imperatriz russa nunca foi bem recebida pela corte e teve um trágico fim

Penélope Coelho Publicado em 09/07/2020, às 13h37

Alexandra Fyodorovna em foto oficial
Alexandra Fyodorovna em foto oficial - Wikimedia Commons

Nascida em junho de 1872, no Grão-Ducado de Hesse, Alice — como foi chamada quando nasceu — foi a neta favorita de sua avó, a Rainha Vitória.  Filha de Luís IV e Alice do Reino Unido, durante a infância a menina foi conhecida por sua doçura.

Entretanto, tudo mudou em sua fase adulta que foi marcada por polêmicas, quando a jovem decidiu se casar contra a vontade de sua família. Ao longo de sua vida, a personalidade da princesa mudou e por isso, ficou com a fama de uma mulher ranzinza e moralista.

Separamos 5 peculiaridades sobre a conturbada vida de Alexandra Feodorovna.

1. Casamento por amor

Alice e Nicolau II se conheceram 10 anos antes da polêmica união que abalou a corte russa. Eles eram verdadeiramente apaixonados, por isso, Feodorovna não pensou duas vezes e se casou com seu amado — que era Czar da Rússia.

Alexandra Feodorovnaczar, ao lado do czar Nicolau II / Crédito: Wikimedia Commons

 

Em 1894 Alice passou a ser chamada de Alexandra Feodorovna. Tornando-se uma imperatriz russa, odiada pela nação. No entanto, a mulher não se importava com o fato e nunca fez questão de agradar seus súditos. Seu casamento foi um dos únicos na aristocracia europeia que não aconteceu por razões políticas.

2. Moralismo religioso e solidão

Durante seu reinado, Alexandra ficou conhecida pela fé irrefutável que mantinha. A mulher era adepta da Igreja Ortodoxa Russa e foi muito falada na corte por tentar passar uma impressão séria demais.

Devido ao seu conservadorismo, Alice julgava com frequência os outros nobres, afirmando que as atitudes alheias deveriam ser consideradas erradas perante a igreja. Entretanto, apesar de se manter fiel às suas crenças, a mulher nunca foi bem vista por outros religiosos russos. O posicionamento duro e distante foi um dos grandes culpados por sua solidão.

Contudo, a imperatriz viria a se apegar ainda mais em suas crenças, após um triste episódio envolvendo um de seus filhos.

3. Doença do filho e amizade polêmica

Em seu casamento com Nicolau II, o casal foi muito fértil. Eles tiveram cinco filhos, incluindo Alexei Nikolaevich. O menino nascido em agosto de 1904, seria o tão esperado herdeiro do trono. Ainda pequeno, um grave problema de saúde foi detectado no garoto: a hemofilia.

Essa doença incurável afeta o coágulo do sangue, Feodorovna sentiu-se desolada já que a condição era genética e esse não era o primeiro caso da enfermidade em sua família.

Culpada, a mulher não poupou esforços para que seu filho fosse bem tratado, isso fez com que ela se aproximasse do místico Grigory Rasputin. O curandeiro foi levado até a corte para ajudar no tratamento do filho de Alice. A imperatriz acreditava muito no homem e a amizade dos dois passou a ser motivo de especulações.

4. Boatos de traição

Rasputin estava sempre presente na corte, ao lado de Alice e de Alexei, o místico era visto pela maioria como um bêbado depravado, entretanto, para Alexandra seus atos pareciam funcionar e faziam bem para o menino.

Além disso, a companhia de Rasputin foi importante para a imperatriz, mas, os boatos de que a relação dos dois não era somente uma amizade abalou o casamento com Nicolau II — que acabou se afastando cada vez mais de sua esposa.

Mesmo que a hipótese de traição nunca tenha sido confirmada, a reputação da mulher na corte estava completamente acabada e ela viria ficar mais sozinha do que nunca.

5. Triste morte

Em uma tentativa de ajudar seu marido, Feodorovna acabou tomando uma atitude que prejudicaria fortemente o reinado de Nicolau II. Sem nenhuma experiência, a mulher insistiu para permaneceu no comando do país enquanto seu esposo lutava na linha de frente da Primeira Guerra Mundial.

A última fotografia de Alexandra (centro) junto com suas filhas / Crédito: Wikimedia Commons

 

A inabilidade de Alexandra resultou na rápida deterioração do governo, o que gerou uma das maiores revoltas do país. Com a Revolução Russa em 1917, Nicolau II teve que abdicar de seu trono. Como consequência, a imperatriz e sua família fugiram às pressas, eles foram enviados para Ecaterimburgo.

Exilados, os parentes tornaram-se alvo de Yakov Yurovsky, um bolchevique convicto e chefe de Ecaterimburgo — o homem ordenou que toda a família do último imperador da Rússia fosse morta o mais rápido possível, o que verdadeiramente aconteceu.

Em julho de 1918, Alexandra Feodorovna foi brutalmente assassinada, quando tinha 46 anos de idade. A mulher foi baleada na cabeça e posteriormente esfaqueada, o mesmo aconteceu com seu marido.


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