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Morte da mãe e falta de roupas: A infância triste da rainha Elizabeth I

Após a matriarca ser executada, a jovem sofreu com a mudança de guarda, que chegou a ter 5 pessoas a acompanhando durante seus primeiros anos de vida

Wallacy Ferrari Publicado em 29/06/2020, às 07h00

A rainha Elizabeth I em retrato oficial
A rainha Elizabeth I em retrato oficial - Getty Images

Elizabeth I nasceu Elizabeth Tudor, no Palácio de Placentia. Seu nome, em homenagem as duas avós — Isabel de Iorque e Isabel Howard — porém, não foi suficiente para fazer a futura rainha ser respeitada cedo. Sua mãe, Ana Bolena, foi a segunda esposa de Henrique VIII e, mesmo tendo uma meia-irmã mais velha, tornou-se a herdeira do trono após o pai anular seu primeiro casamento.

Porém, o caminho ao trono parecia arruinado quando a pequena Elizabeth teve sua mãe executada após ser acusada de incesto, adultério e alta traição. A filha foi declarada, desde então, ilegítima e com seu lugar na sucessão cassado, e seu pai, Henrique VIII casou-se com Joana Seymour onze dias depois da execução de sua então esposa.

A tragédia representou muito para Elizabeth, que, apesar de admirar o pai e não desaprovar a ação, fazia questão de, ao longo de sua infância, ostentar um pingente com o retrato de sua mãe em miniatura. Quando cresceu, chegou a usar um colar mais discreto, apenas apresentando a inicial A, do nome Ana.

Por um lado, o desamparo da família de seu pai deu a oportunidade da jovem crescer com a família materna, que, apesar de menos favorecida, tinha a disposição de uma educação vasta. O maior problema era a mudança de guarda, que passou por várias pessoas ao longo de sua infância e adolescência

A primeira governanta foi Margaret Bryan, que chegou a descrever a garota como dócil, esforçada e que sabia lidar com as adversidades: “uma criança tão gentil de condições que jamais conheci em outra em minha vida”. Bryan foi responsável por Elizabeth dos dois aos quatro anos de idade.

Porém, após o abandono paterno, Margaret solicitava ajuda dos familiares e até de Thomas Cromwell, ministro-chefe de Henrique VIII, para auxiliar financeiramente, como escreveu em uma carta direcionada ao membro do governo: “Eu imploro que você seja um bom senhor para ela, e que ela possa vestir roupas, pois ela não tem vestido nem saia nem saia, nem linho para avental, nem lenços”.

Retrato de Elizabeth já como rainha da Inglaterra e Irlanra / Créditos: Wikimedia Commons

 

Em 1537, Branca Hebert foi desempenhada para cuidar da jovem provisoriamente, até que uma nova governanta fosse selecionada de maneira que pudesse auxiliar com os problemas da jovem, que, na época, já reclamava de fortes dores nos dentes. Em outubro, a responsabilidade da jovem foi dada a Catherine Champernowne, porém, inicialmente, trocando cartas com Margaret para pegar dicas.

Capacitação intensificada

Sobre os cuidados de Catherine, Elizabeth foi acompanhada entre os 4 anos até os 10, tendo ensino em diversas línguas, dando conhecimentos em italiano, espanhol, francês e flamenco, porém, apenas aprendendo dialetos básicos. Quando conseguiu a tutoria de Guilherme Grindal, em 1544, intensificou os estudos de línguas, passando a escrever também em inglês e latim.

Porém, com o falecimento de Grindal, aos seus 15 anos, seu último tutor foi Rogério Ascham, que, desconexo dos meios convencionais de ensino, preferia ensinar Elizabeth se maneira meios metódica e mais dinâmica, desenvolvendo também a comunicação social interpessoal na jovem. Quando sua educação terminou, em 1550, Elizabeth era uma das meninas mais bem-educadas de sua geração e, desde então, aos 17 anos, passava a readequar os hábitos para crescer socialmente.

Quando assumiu o posto de rainha, fez questão de retribuir o amparo da família materna, nomeando diversas pessoas para cargos altos na realeza, de maneira que pudessem continuar perto dela.


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