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Há 1 ano, a morte de George Floyd parava o mundo: "Não consigo respirar"

A ação policial exagerada de Derek Chauvin resultou em um grande movimento pelas vidas negras ao redor do mundo

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 25/05/2021, às 13h46 - Atualizado às 13h47

Grupo protesta em frente a desenho de George Floyd
Grupo protesta em frente a desenho de George Floyd - Getty Images

Enquanto saía de um estabelecimento, Darnella Frazier se surpreendeu com uma ação policial e, de maneira ágil, sacou seu smartphone e iniciou uma gravação; era um militar branco, identificado como Derek Chauvin, ajoelhado no pescoço de George Floyd durante sete minutos.

As imagens, registradas em 25 de maio de 2020, seriam mais um infeliz marco na história americana; deitado na rua, o detido repete diversas vezes que não conseguia respirar, com as vias aéreas prensadas contra o asfalto no meio-fio, que sangram.

Além de estar com as vestimentas rasgadas e com testemunhas notificando a perda da consciência de Floyd, o homem implorava pela vida: "Não me mate". Ao fim da filmagem, já não esboça reação — mas continua sendo pressionado pelo joelho do oficial.

Com a chegada de um serviço de emergências, os paramédicos preparam uma maca, mesmo com Derek sobre seu pescoço. Por fim, ele é colocado na ambulância, onde teve a perda dos sinais vitais constatados. Tudo isso pois, supostamente, George tinha o perfil compatível ao de uma denúncia recente na região.

Ativista presta homenagem a grafite contendo imagem de George Floyd / Crédito: Getty Images

 

Quem era George Floyd?

Conforme reportamos anteriormente, o homem morto na ação policial tinha 46 anos e era natural da Carolina do Norte, mas cresceu no Texas, onde concluiu o ensino médio e chegou a se destacar em jogos universitários, mas abandonou o curso para se dedicar ao hip-hop, customização de carros e também atuava como segurança.

De acordo com o jornal britânico Express, ainda teve cinco filhos entre a década de 1990 e início dos anos 2010. Chegou a ter uma passagem policial por envolvimento com um assalto em 2009, mas conseguiu se reposicionar como segurança do restaurante Conga Latin Bistrô. 

Contudo, perdeu o emprego durante a pandemia da covid-19 e buscava um ofício naquela tarde. Ao mesmo tempo, surgiu uma denúncia de que um rapaz negro, com características físicas semelhantes, havia passado uma nota falsa de 20 dólares em um estabelecimento comercial. Foi suficiente para a polícia ser acionada e chegar até o Floyd.

O ex-policial Derek Chauvin em foto na prisão / Crédito: Divulgação/The Minessota Department of Corrections

 

O que aconteceu?

Após a morte do detido, uma onda de protestos nomeada como "Black Lives Matter" ("Vidas negras importam", em tradução livre) foi capaz de derrubar estátuas de escravistas e figuras que promoveram a eugenia — além de pressionar autoridades para o julgamento dos policiais envolvidos. 

Derek Chauvin, que realizou a ação fatal, foi expulso da corporação logo após o caso, sendo denunciado pelo Estado. Em júri popular do tribunal distrital de Mineápolis, foi considerado culpado pelo assassinato — porém, sua sentença só será divulgada em 16 de junho de 2021, podendo totalizar até 40 anos de regime fechado.

Por fim, o oficial não fez questão de depor durante os julgamentos, não apontando o motivo da ação abrupta. A polícia local, por sua vez, não apresentou associação de George com o suposto chamado de transação com nota falsa, injustificando a ação exagerada.


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