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Há 53 anos, Robert Kennedy se tornava alvo do ataque que tirou sua vida

Em junho de 1968, o senador chegou perto de assumir a presidência, mas acabou atingido por dois disparos de revólver

André Nogueira Publicado em 06/06/2020, às 07h00 - Atualizado em 05/06/2021, às 07h00

Fotografia de Robert Francis Kennedy, senador dos EUA
Fotografia de Robert Francis Kennedy, senador dos EUA - Sven Walnum/ JFK Library/ Creative Commons/ Wikimedia Commons

Herdeiros de tradicionais imigrantes irlandeses, o empresário Joseph P. Kennedy Sênior e a filantropa Rose Fitzgerald Kennedytiveram nove filhos nos Estados Unidos. De todas as crianças, duas ficariam nacionalmente conhecidas quando crescessem.

Nascido em novembro de 1925, Robert Francis Kennedy era o sétimo filho do casal e, como qualquer criança que gosta de impressionar os irmãos mais velhos, ele cresceu tentando chamar a atenção de John Fitzgerald Kennedy, o futuro presidente JFK.

Ao contrário da grande maioria dos irmãos, contudo, Robert compartilhava de muitas das ideias de sua mãe, principalmente quando o assunto era encontrar um propósito para a sua vida. Dessa forma, o menino adorava visitar museus e igrejas durante viagens da família, além de ser bastante estudioso, sempre treinando matemática e vocabulário.

Quando cresceu, então, Robert desenvolveu o mesmo amor pela política que John e seu pai — que integrava o Partido Democrata. Há exatos 53 anos, no dia 05 de junho de 1968, contudo, o então senador e candidato à presidência viu sua carreira ser destruída por um ataque fatal, que mudaria completamente o rumo de sua história.

RFK trabalhando sozinho no Senado / Crédito: Getty Images

 

Família poderosa

Entre os membros da polêmica família Kennedy, poucos foram mais próximos do ex-presidente John do que seu irmão mais novo, Robert. Conhecido pela sigla RFK, o senador americano fez carreira política na Procuradoria Geral dos EUA, se empenhando em pautas políticas progressistas importantes da época.

Bobby Kennedy, como era chamado pelos apoiadores, foi procurador, senador e conselheiro do presidente quando o irmão governou, entre 1961 e 1963. De caráter conciso e progressista, ele foi relevante na resolução da Crise dos Mísseis em Cuba, além de participar de debates em relação aos direitos civis dos afro-americanos.

Sua posição de confiança no governo, contudo, foi consideravelmente abalada após o assassinado de John F. Kennedy no Texas, em meados de 1963. Tudo piorou depous que o vice Lyndon Johnson assumiu. Na época, Robert se alinhou ao governo, mas logo entrou em embate com o presidente, devido opiniões divergentes em relação à pauta da Guerra no Vietnã e ao investimento exagerado no exército.

Bobby passou a se preocupar com temas internos dos EUA e lançou campanha para o Senado, sendo eleito por Nova York em 1964. O movimento disseminou a possiblidade de RFK substituir o irmão. Em 1968, então, ele lançou sua candidatura, ganhando de McCarthy nas eleições internas do Partido Democrata.

Plateia lotou no Ambassador Hotel no anúncio da vitória de Robert nas eleições primárias / Crédito: Getty Images

 

Caminhos tortuosos

Devido à defesa de Robert das pautas sociais, incluindo sua boa relação com a comunidade negra (chegando a ser o político responsável pelo anúncio nacional do assassinato do Dr. King em abril daquele ano), o jovem Kennedy aparentava ser o mais cobiçado nas primárias. Assim como o irmão, Bobby soube abstrair o fato de que era católico buscando a liderança de um país de maioria protestante.

No entanto, assim como o irmão, Bobby sofreu nas garras afiadas das atrocidades da política. Em 5 de junho de 1968, enquanto comemorava o resultado das suas eleições, o senador de 42 anos foi atingido por dois disparos de revólver na cabeça.

Ele foi baleado por Sirhan Bishara Sirhan na cozinha do hotel Ambassador, em Los Angeles, onde o palestino trabalhava. A princípio, o senador teria sido assassinado como retaliação do ativista contra o apoio incondicional do Congresso Americano a Israel durante a Guerra dos Seis Dias.

Em plena campanha, Robert morreu no hospital de Los Angeles onde foi internado, no dia seguinte aos disparos. Seu falecimento abalou a campanha eleitoral do partido, que perdeu para o republicano Richard Nixon, que foi presidente entre 1969 e 1974.


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