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Mortes e desespero para gerar herdeiro: A desgraça da outra Diana Spencer

A vida da famosa princesa de Gales — que morreu tragicamente em 1997 — é cheia de coincidências históricas com a trajetória de uma antepassada que possuía o mesmo nome

Penélope Coelho Publicado em 16/09/2020, às 11h29

Quadro da Lady Diana do século 18, pintado por Charles Jervas
Quadro da Lady Diana do século 18, pintado por Charles Jervas - Divulgação/ Charles Jervas

A história da aristocrata Diana Frances Spencer, nascida em 1 de julho de 1961, é conhecida pela maioria das pessoas. A mulher foi uma figura importante durante o século 20, por ter sido esposa do príncipe Charles e mãe de William e Harry, além de tomar atitudes consideradas inovadoras para sua época. Lady Di teve a vida interrompida de maneira inesperada durante um acidente de carro em Paris, no ano de 1997, deixado inúmeros admiradores até hoje.

O que pouco se comenta, no entanto, é a história da mulher que deu origem ao nome de Diana, uma figura que também foi prometida ao príncipe de Gales e que sofreu inúmeras perdas desde criança e, além disso, teve um fim repentino.

Fotografia de Diana Spencer do século 20 / Crédito: Getty Images 

 

A conhecida Diana do século 20 foi batizada em homenagem a uma antepassada que viveu durante o século 18. Seu pai, o visconde John Spencer, foi o primeiro a usar esse nome depois de muitos anos.

A primeira Diana

Nascida em 1710, Diana Spencer foi a mais nova dos cinco filhos do conde e da condessa de Sunderland, Charles e Anne Spencer. A pequena Di — como era chamada — perdeu a mãe muito cedo, quando tinha somente 6 anos de idade. Seu pai se casou novamente e teve mais filhos, todos morreram na infância. O progenitor de Diana também faleceu quando a menina tinha 12 anos.

Como consequência, a garota passou a morar com sua avó, a conhecida Sarah Churchill, uma das mulheres mais importantes da Inglaterra na época. Em sua adolescência, a jovem se tornou uma mulher bonita, descrita como: alta, atraente e encantadora.

QUadro de Lady Di do século 18 pintado por Maria Verelst / Crédito: Divulgação

 

Não demorou muito para que Diana despertasse o interesse dos homens do Reino Unido, recebendo inúmeras propostas de casamento. Diana por sua vez, era muito próxima à sua avó, por isso, respeitou o pedido da senhora que rejeitou todos os pretendentes de Spencer. De acordo com Sarah, existiam planos maiores para ela.

Casamento

Ambiciosa, Churchill queria que a neta se casasse com o filho mais velho do rei George II, o príncipe de Gales. A mulher sabia que a situação financeira da família não era das melhores, por isso, ofereceu 100 mil libras para que o príncipe Frederick se casasse com Diana.

As negociações pareciam certas e Sarah pensou que conseguiria um excelente casamento para a neta, contudo, o governo acabou preferindo que o homem se casasse com Augusta de Saxe-Coburgo-Gota, e a união nunca chegou a acontecer. Ao contrário do ocorrido com a Lady Di do século 20. O futuro casamento da Diana do século 18, por sua vez, foi bem diferente do planejado, já que a jovem se casou com o lorde John Russell, tornando-se a duquesa de Bedford.

Episódios trágicos

A união corria bem e o casal esperava por seu primeiro filho, quando um triste acidente mudou o rumo da história. Após um incidente na carruagem que Diana estava, seu filho teve que ser retirado da barriga às pressas, por isso, nasceu prematuro. O menino acabou não sobrevivendo e faleceu no dia de seu batizado.

Relatos da época contam que outro bebê foi colocado no lugar da criança que havia morrido, para que a pequena Di tivesse força o suficiente até que conseguisse lidar com a notícia da perda do filho. Mas não seria a última tragédia. 

Na segunda gravidez, mais um episódio triste: a mulher sofreu um abordo espontâneo. Sentindo-se cada vez mais pressionada para gerar um herdeiro, Spencer se sentia desolada com a situação que enfrentava.

Um alívio surgiu quando a duquesa passou a apresentar enjoos todas as manhãs, a mulher tinha certeza que aquela seria sua terceira gravidez. Mas, o que aconteceu estava bem longe de ser algo bom. Na verdade, ela notou que começou a perder peso e que se sentia cada vez mais fraca. O diagnóstico: tuberculose. Diana morreu pouco tempo depois, aos 25 anos de idade.

Assim como a Diana do século 20, a duquesa também era querida, e sua morte causou comoção. Na ocasião, seu caixão desfilou pelas ruas em uma carruagem antes que seu corpo fosse enterrado. Curiosamente, em uma série de coincidências históricas, a trajetória das mulheres terminaram de maneira trágica e inesperada.


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