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Muito além do Faraó Tut: 5 múmias que entraram para a História

Descobertas arqueológicas ao redor do mundo revelaram segredos de grandes civilizações

Giovanna de Matteo Publicado em 07/11/2020, às 07h00

A múmia da Princesa de Ukok (à esq.) e a múmia de Lady Dai (à dir.)
A múmia da Princesa de Ukok (à esq.) e a múmia de Lady Dai (à dir.) - Divulgação

Na história do mundo, podemos desfrutar de diversas descobertas arqueológicas, mas com certeza as múmias causam uma curiosidade especial. 

Seja um corpo embalsamado com práticas milenares de mumificação, ou cadáveres encontrados surpreendentemente preservados naturalmente, as múmias garantem inúmeras pesquisas e estudos inéditos. 

Confira abaixo cinco múmias que entraram para a história.

1. Tutancâmon 

A descoberta da tumba de Tutancâmon / Divulgação

 

O jovem Tut morreu quando tinha apenas19 anos. Ele liderou a civilização do Egito Antigo, sendo o último faraó da 18ª dinastia. Sua tumba foi descoberta em 26 de novembro de 1922 pelo arqueólogo inglês Howard Carter, em uma tumba no Vale dos Reis, localizada na Província de Luxor. Diferente das outras 62 tumbas ao seu redor, a de Tutancâmon era a única sem apresentar violações.

Ela estava incrivelmente intacta, e dentro de seu sarcófago foi encontrado um tesouro contendo 5.398 objetos valiosos. Além disso, lá estava sua máscara mortuária e seu caixão, que também é de ouro maciço.

2. Lady Dai 

Múmia de Lady Dai / Divulgação

 

Essa é uma das múmias mais bem preservadas do mundo. Xin Zhui, mais conhecida como Lady Dai, foi descoberta em 1971, num sítio arqueológico na China, Mawangdui. 

Seus restos mortais, delicadamente preservados, surpreenderam os arqueólogos, e possibilitaram diversas pesquisas avançadas. O corpo mumificado estava rodeado por materiais e artefatos.

Além disso, a forma impressionante como foi embalsamada manteve sua pele macia e até seu sangue e órgãos internos em bom estado, mesmo após milênios depois de sua morte.  

3. Vladimir Lenin 

Múmia de Lenin /Divulgação/Youtube/BBC

 

O bolchevique, que englobou a Revolução, morreu em 1924, e por conta de sua grande imagem no país, seu corpo passou por um processo de embalsamento, com o objetivo de preservar a memória.

Atualmente, seu corpo está em um mausoléu na Praça Vermelha de Moscou. O local tem o formato de uma pirâmide vermelha e apresenta o nome de Lenin na entrada.

O processo de preservação foi revolucionário e permanece intacto, sendo um dos pontos turísticos mais visitados da Rússia. O processo foi realizado por Pavel Fomenko. Segundo ele, os órgãos do comunista foram retirados, e suas veias foram preenchidas com um composto.

“O corpo está inserido em uma banheira de vidro com uma solução de embalsamamento, fechada por uma tampa e coberta por um lençol branco". Além disso, todo cuidado é necessário: os restos de Lenin são acompanhados e restaurados, e seu corpo passa por vistorias, supervisionadas pelo Instituto de Plantas Medicinais e Aromáticas de Moscou.

4. Ötzi

A múmia de Ötzi / Divulgação

 

Ötzi, também conhecido como Homem de Gelo, representa a múmia natural encontrada de surpresa em 19 de setembro de 1991 por dois turistas que passeavam sobre os Alpes, na fronteira entre a Áustria e a Itália.

Ötzi viveu há 5,3 mil anos, no período Neolítico. Estudos com o seu cadáver, muito bem preservado devido anos de congelamento, ofereceram uma visão surpreendente e respostas variadas sobre a vida do homem.

Pesquisas mostraram que ele morreu quando tinha entre 30 e 45 anos. O homem media cerca de 1,65 metros de altura e pesava 50 kg.  Seu corpo e pertences foram expostos no Museu de Arqueologia do Tirol do Sul, em Bolzano, Itália.

5. A princesa de Ukok

A múmia da princesa de Ukok / Divulgação/ Marina Kilunovskaya

 

Donzela do Gelo Siberiana, apelidada de Princesa de Ukok, representa a múmia de uma mulher encontrada em 1993, após uma queda do nível de água na Reserva Natural de Sayano-Shushenski, Sibéria. Seu corpo foi datado em 2 mil anos e seu estado de preservação intrigou os arqueólogos.

“A parte inferior do corpo estava especialmente bem preservada. Não é uma múmia clássica – neste caso, a sepultura foi tampada com uma estrutura de pedra, que permitiu um processo de mumificação natural", diz Natalya Solovieva, vice-diretora do Instituto de História da Cultura Material de São Petersburgo.

Essa preservação natural permitiu que a saia de seda que usava quando foi enterrada, e todos os seus outros pertences fossem revelados num impressionante estado.


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