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Muito antes de Drácula: conheça Nosferatu, o primeiro filme de vampiro que foi banido

A trama foi lançada em 1922 e dirigida por Friedrich Wilhelm Murnau, influenciando o expressionismo alemão

Victória Gearini Publicado em 25/02/2021, às 15h34

Cena do filme Nosferatu (1922)
Cena do filme Nosferatu (1922) - Divulgação / Prana Film

Diferente do que muitas pessoas pensam, o filme Drácula, de 1931, não foi a primeira produção cinematográfica sobre vampiros a ser lançada. Antes mesmo do clássico da Universal Studios, o diretor alemão Friedrich Wilhelm Murnau já havia produzido uma obra semelhante, em 1922.

Considerado um ícone do expressionismo alemão, o filme Nosferatu inovou técnicas cinematográficas e inspirou gerações futuras de cineastas. Contudo, o filme que foi praticamente baseado no clássico Drácula, deBram Stoker, não respeitou os direitos autorais do autor.

A produção 

Durante a Primeira Guerra Mundial, o produtor e designer alemão Albin Grau, serviu na guerra. Enquanto esteve em batalha, ouviu centenas de histórias envolvendo vampiros, o que acabou o inspirando a criar um cenário expressionista para o controverso filme.

Cena do filme Nosferatu (1922) / Crédito: Divulgação / Prana Film

 

Após o conflito, Grau fundou a Prana Film e contratou o roteirista Henrik Green e o diretor Friedrich Wilhelm Murnau para dar início ao seu projeto. Contudo, o enredo da trama pertencia a viúva de Stoker, que negou vender os direitos autorais da história de Drácula.

Diante dessa problemática, a produção de Nosferatu decidiu mudar o nome da obra e adaptar a narrativa. O personagem principal foi rebatizado de Conde Orlock, um vampiro corcunda, careca, com orelhas pontudas, unhas grandes e dentes assustadores. 

Embora os esforços para mudar a história, a viúva de Stoker decidiu entrar com uma ação judicial, alegando que o filme alemão tratava-se de um plágio da obra de seu marido. 

A falência 

Dada a repercussão do caso, ainda nos estágios iniciais do processo, a produtora de Grau decretou falência. Mais tarde, o produtor foi obrigado a fechar as portas da Prana Film. Para piorar a situação, a viúva de Stoker ganhou o processo judicial.

Cena do filme Nosferatu (1922) / Crédito: Divulgação / Prana Film

 

Na época, o juiz determinou que todas as cópias de Nosferatu fossem destruídas. No entanto, segundo o site Canaltech, alguns negativos e impressões foram preservados e levados aos Estados Unidos.

Embora na Alemanha os direitos autorais de Drácula fossem propriedade da família de Stoker, em solo estadunidense, a obra já encontrava-se em domínio público. Portanto, não foi preciso destruir as cópias restantes da versão alemã.

Ao longo dos anos, Nosferatu tornou-se símbolo do expressionismo alemão e consagrou-se como uma das maiores obras cinematográficas de terror do século 20.


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