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De Agripina a Bonnie Parker: Cinco mulheres transgressoras que foram excluídas dos livros de história

Poderosas e ousadas, elas deixaram marcas impossíveis de ignorar. Entenda!

Joseane Pereira Publicado em 10/07/2019, às 08h00

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Embora sejam ignoradas nos livros de História, muitas mulheres se destacaram na tomada de decisões políticas, conflitos policiais e mudanças de paradigma. Confira algumas delas.

1. Imperatriz Theodora

Crédito: Reprodução

 

Soberana do Império Bizantino, Theodora teve seu primeiro filho aos 14 anos. Com 21, tornou-se amante do futuro Imperador Justiniano, que mudou a lei para permitir que os dois se casassem em 525 d.C.

Conhecida como conselheira mais confiável de Justiniano, ela legislou pelos direitos das mulheres e foi uma defensora dos menos abastados em seu curto reinado. Existem indícios de que ela esteve envolvida em envenenamento e tortura.

2. Agripina

Crédito: Reprodução

 

Irmã de Calígula e mãe de Nero, Agripina, a Jovem, nasceu em 15 d.C. Era tão bela quanto obstinada. Para garantir que seu filho se tornasse imperador, casou-se com seu próprio tio, o imperador Cláudio.

É possível que Agripina, seu irmão Calígula e outras duas irmãs tenham tido um relacionamento incestuoso. Após uma série de confrontos, seu filho recém-coroado retirou seus títulos e a assassinou.

3. Clara Petacci

Crédito: Reprodução

 

Quando tinha 20 anos, Clara Petacci conheceu Benito Mussolini, de 49 anos. Apesar da diferença de idade, a atração entre eles foi instantânea: ela estava tão apaixonada pelo político que passaria a vida como sua amante.

Mussolini, que já era casado e tinha cinco filhos, continuaria tendo numerosos casos com outras mulheres, mas Petacci era a única de suas amantes com motorista, guarda-costas e um quarto no Palácio Real. Quando o ditador ficou foragido em 1945, ela foi morta ao tentar defendê-lo. Seus corpos ficaram pendurados lado a lado em frente a um posto de gasolina em Milão.

4. Isadora Duncan

Crédito: Wikimedia Commons

 

A coreógrafa e bailarina norte-americana Isadora Duncan foi uma pioneira da dança moderna. Cansada da estrutura rígida do ballet, ela buscou inspiração nas tragédias gregas e no folclore para criar um novo tipo de dança, baseado na liberdade de movimentos e emoções.

Conhecida por ser atéia, bissexual e comunista, Duncan adotou seis filhos e tinha casos escandalosos de embriaguez pública. Aos 50 anos, viajando em um conversível na França, ela acabou sofrendo um acidente mortal: o echarpe ficou preso nas rodas do carro, puxando-a para fora e quebrando seu pescoço. Convalescente, suas últimas palavras foram: "Adeus, meus amigos. Eu vou para a glória".

5. Bonnie Parker

Crédito: Reprodução

 

Na época da Grande Depressão, a Gangue Barrow cometia roubos e assassinatos pelas estradas dos EUA. À frente do grupo, estava o casal Clyde Barrow e Bonnie Parker.

O primeiro escândalo envolvendo Parker ocorreu quando um jornal publicou fotos da gangue, onde ela foi destacada portando armas e fumando um charuto. Após isso, a ladra – que provavelmente nunca disparou uma arma – passou a ser aclamada e odiada pela população.

O casal, assassinado pela polícia na Louisiana, virou parte do folclore norte-americano e tem sido retratado em filmes e músicas de forma carismática.