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A múmia inca que teve infecção no pulmão no momento da morte

Anos após seu sacrifício, a "Donzela" ainda intriga pesquisadores; relembre o estudo de 2012!

Redação Publicado em 04/12/2021, às 10h00 - Atualizado às 13h23

"A donzela" foi encontrada  no ano de 1999
"A donzela" foi encontrada no ano de 1999 - Wikimedia Commons / Grooverpedro

A região do vulcão Llullaillaco guarda a história dos antigos povos andinos. Lá foram encontradas as múmias de três crianças que teriam vivido há mais de 500 anos, estando entre elas um menino e duas meninas.

Uma delas, apelidada de "'A Donzela", surpreendeu por seu excelente estado de conservação. Estava tão bem preservada que ainda era possível observar os detalhes em seu rosto, seus cabelos e roupas.

Mais do que isso, os pesquisadores conseguiram encontrar até mesmo piolhos em sua cabeça. Um estudo aprofundado foi feito em 2012.

A donzela / Crédito: Divulgação / Latin American Studies

 

A descoberta se deu em 1999 e, desde então, especialistas vêm estudando os corpos para tentar descobrir um pouco mais sobre o que eles teriam passado em vida.

Na beira de um vulcão

De acordo com os cientistas, a garota tinha 15 anos na época em que foi sacrificada por seu povo às divindades locais. Seu corpo foi encontrado congelado à beira do Llullaillaco. Ela estava sentada, com as pernas cruzadas e levemente inclinada para frente.

No ano de 2012, foi possível descobrir, a partir de exames, que jovem tinha uma infecção no pulmão no momento de seu sacrifício. Ao menos foi o que afirmaram pesquisadores norte-americanos em um artigo publicado na revista “PLoS ONE”.

Realizando exames

Conforme afirmam os profissionais no estudo, o perfil proteico da múmia andina era bastante semelhante ao de pacientes que apresentam infecção respiratória crônica.

Especialistas examinam a múmia / Crédito: Divulgação / NCBI

 

Outro detalhe importante é que foi possível constatar bactérias do gênero Mycobacterium durante a análise do DNA da menina. Esses são os microrganismos responsáveis por causar a tuberculose, por exemplo.

Segundo o artigo, os exames de raios X confirmaram a suspeita de infecção pulmonar no momento da morte.

A descoberta foi feita a partir de uma técnica considerada nova, na qual o profissional esfrega um cotonete nos lábios da múmia e compara os resultados com as amostras de pacientes vivos.

Ojeto encontrado junto às crianças sacrificadas / Crédito: Divulgação / NCBI / Maria Constanza Ceruti

 

Mas os estudos não param por aí. Equipes utilizaram essas amostras para auxiliar nas pesquisas sobre defesa do corpo humano contra novas doenças.

Confira o estudo completo por meio deste link.