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Como um misterioso homem segurando um guarda-chuva foi envolvido no assassinato de John F. Kennedy

Filmado e fotografado no dia do assassinato do presidente, o personagem permaneceu em silêncio por quase quinze anos; o motivo do seu envolvimento é, no mínimo, insólito

Pamela Malva Publicado em 12/12/2019, às 19h00

JFK em sua limusine momentos antes do assassinato
JFK em sua limusine momentos antes do assassinato - Wikimedia Commons

Três tiros foram ouvidos no começo da tarde do dia 22 de novembro de 1963. O dia estava claro, o céu limpo e, anterior ao barulho, as pessoas acenavam para John F. Kennedy que estava sua limusine presidencial durante uma aparição no Texas. Ás 12h30, a imagem gravada por câmeras foi assustadora.

Durante o desfile, o 35° presidente dos Estados Unidos foi assassinado e, pouco mais de oitenta minutos depois, Lee Harvey Oswald foi acusado de puxar o gatilho. Outra figura, no entanto, também chamou atenção dos investigadores no dia.

Ao assistirem as filmagens feitas durante o trajeto de JFK, os oficiais perceberam uma estranha movimentação: um homem ergueu um guarda chuva preto e o girou em sentido horário. Se o gesto já não fosse estranho por si só — por parecer uma sinalização e pelo clima estar ameno —, os tiros aconteceram quase imediatamente depois.

Para os investigadores, os dois acontecimentos não eram coincidência. A teoria foi aprofundada quando, em fotos tiradas depois do assassinato, o "Homem do Guarda-chuva", como ficou conhecido, foi visto sentado na grama perto da rua onde o atentado ocorreu. Logo em seguida, o homem teria levantando e se dirigido ao Texas School Book Depository, prédio de onde Lee Harvey Oswald atirou.

O Homem do Guarda-chuva sentado, à direita, de terno preto

 

A primeira medida tomada com o homem misterioso foi pedir que a população divulgasse toda e qualquer informação sobre ele. Uma espécie de caça ás bruxas. Quase quinze anos depois, com poucas pistas quentes, uma identidade surgiu.

Em 1978, um homem chamado Louie Steven Witt alegou ser o personagem misterioso. Aos oficiais, afirmou que ainda tinha o objeto usado no dia e que estava, sim, tentando sinalizar algo, mas não que os tiros poderiam ser disparados. A ideia de Louie, na verdade, era irritar o presidente com o guarda-chuva preto. E a explicação fez sentido.

Durante a ascensão do nazismo, Joseph Kennedy, pai de JFK, apoiava Neville Chamberlain, primeiro-ministro britânico e apaziguador do partido nazista. Enquanto ele tentava acalmar as coisas conversando com Hitler, as pessoas o condenavam e usavam seu símbolo, um guarda-chuva, para zombar dele.

A única intenção de Louie naquele dia era tirar o presidente do sério, fazendo referência ao passado. Em seu testemunho, comentou a terrível coincidência: "se o Guinness Book tivesse uma categoria para pessoas que estavam no lugar errado na hora errada, fazendo a coisa errada, eu seria o número 1". No final, nenhuma acusação formal contra o Homem do Guarda-chuva foi apresentada.


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