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Narcisista, manipuladora e perversa: os traços na personalidade de Suzane von Richthofen

Mente por trás do assassinato de seus pais, especialistas garantem que a criminosa ainda não está pronta para viver livre em sociedade

Fabio Previdelli Publicado em 08/04/2020, às 16h03

Foto de Suzane von Richthofen
Foto de Suzane von Richthofen - Divulgação

Suzane von Richthofen é uma das assassinas mais frias e calculistas do Brasil. O brutal assassinato de seus pais, Manfred e Marísia, arquitetado por ela e executado pelos irmãos Cravinhos, chocou o país ao ser noticiado por todos os veículos de imprensa em outubro de 2002.

Porém, após quase duas décadas, o crime ainda repercute, principalmente pela maneira como ele se desenrolou e pelo controverso comportamento de Suzane pós cárcere. Recentemente, o caso foi retratado pelo jornalista Ullisses Campbell no livro Suzane: Assassina e Manipuladora, publicado pela Editora Matrix.

Para construir o livro-reportagem, o jornalista entrevistou diversas pessoas entre elas: colegas de prisão dos réus, agentes de segurança, psicólogos forenses e analisou as 6 mil páginas do processo penal de Suzane. Campbell conversou, ainda, com Cristian Cravinhos — ex-cunhado de Suzane e réu.

Família von Richthofen nos poucos momentos descontraídos / Crédito: Wikimedia Commons

 

Um dos primeiros questionamentos do jornalista foi “como os terapeutas escreviam com toda a verdade do mundo que Suzane é ‘manipuladora’, ‘dissimulada’, ‘narcisista’ e ‘egocêntrica’ após ela olhar por duas horas dez pranchetas com desenhos de tintas borradas.

Os borrões na verdade, se tratam do Teste de Rorschach, técnica de avaliação psicológica para identificar traços da personalidade de uma pessoa. “Quando um preso perigoso, feito a Suzane, começa a sair da cadeia para conviver na sociedade, a Justiça, principalmente pelo tipo de crime que ela cometeu, manda ela fazer esse exame criminológico”, explica Ullisses em entrevista exclusiva a AH.

“A Suzane está arrependida do que ela fez? Os psicólogos dizem que não. Esse é dos motivos pelos quais a Suzane ainda está presa. A Suzane e o Daniel receberam a mesma pena: 39 anos e seis meses de prisão. O Daniel já está livre há dois anos, em um regime aberto. Ele cumpre o resto da pena em liberdade. Já a Suzane não consegue migrar para esse regime, justamente porque ela não prova para ajustiça que ela está arrependida do que ela fez”.

A criminosa Suzane Von Richthofen / Crédito: Divulgação

 

Ulisses conta que os resultados fizeram com que os especialistas — psicólogos, assistente sociais, psiquiatras — não garantam que Suzane não voltará a cometer crimes após sair do cárcere.

“Os psicólogos, inclusive, dizem que as necessidades da Suzane, as possibilidades dela vir a cometer um outro crime, depende do meio ambiente que ela vive. O que isso significa? Significa que dependendo da situação que ela foi submetida, ela pode vir a cometer outro crime”.

Além disso, o teste determinou que a criminosa foi diagnosticada com traços de perversidade, além de ser manipuladora, dissimulada, egocêntrica, infantilizada, simplista, insidiosa, narcisista e ter uma agressividade camuflada. “Essas características fazem com que essa pergunta seja uma incógnita”, garante.  

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Capa do livro Suzane: Assassina e Manipuladora / Crédito: Divulgação/ Editora Matriz

“O Cristian Cravinhos, por exemplo, que foi condenado junto com ela, saiu da cadeia e voltou a cometer crimes. Ele voltou para a cadeia. Ele foi pego com o projétil de uma arma de uso restrito das forças armadas. Ele subornou um policial. Ele violava constantemente as regras do regime aberto: frequentava bares, ficava de madrugada na rua, sai da cidade de domicílio. Ou seja, essa pergunta se ela vai voltar a cometer crime, acaba sendo uma dúvida”.

O jornalista explica que as amizades de cela de Suzane também ajudam a determinar o comportamento da criminosa. “Se eles [especialistas] diagnosticaram que possibilidade dela voltar a cometer um crime depende do ambiente em que ela está, a gente acaba chegando a conclusão que o ambiente em que ela está inserida hoje são o dos criminosos”, diz Campbell.

Um exemplo disso é o marido de Suzane, Rogério Olberg, que é irmão de uma colega de cela de Richthofen. Já a melhor amiga da loira na cadeia, Vanessa dos Santos Martins, de quem ela foi madrinha, foi condenada por matar um garoto com socos no estômago. O menino, que era enteado de Vanessa, estava tomando banho quando foi agredido.

“Esse é o universo onde ela está inserida. Sem ela estar 100% arrependida do que ela fez, ela é um perigo para a sociedade”, conclui o jornalista.


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