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Natalya Kovshova, a outra exterminadora de nazistas

A atiradora soviética atuou na Segunda Guerra Mundial e matou mais de 300 soldados da SS

Penélope Coelho Publicado em 08/07/2020, às 07h00

Fotografia de Natalya Kovshova
Fotografia de Natalya Kovshova - Wikimedia Commons

A vida de Natalya Kovshova não era muito diferente daquela que as jovens russas levavam em meados do século 20. Ela estudava e tinha uma melhor amiga — como a maioria dos adolescentes. Entretanto, com o mundo tomado por uma Guerra e a União Soviética sendo um dos epicentros, a jovem não viu outra alternativa a não ser lutar.

Posteriormente, seus feitos na Segunda Guerra fizeram com que ela recebesse o título de Herói da União Soviética — a maior condecoração que um soldado da URSS poderia receber, entretanto, Natalya já não estava mais viva para reconhecer a homenagem.

Primeiros anos

Nascida em 26 de novembro de 1920, na cidade russa de Ufa, a família da menina se mudou para a capital Moscou, quando ela ainda era criança. Foi lá que a garota estudou e se formou no ensino médio. Logo após o fim da escola, Kovshova estava esperando a aprovação para começar a universidade de aviação.

Enquanto isso, a moça começou a trabalhar em um instituto de pesquisa da capital. Em seu novo emprego, a jovem conheceu aquela que viria ser sua melhor amiga: Mariya Polivanova — e o destino das duas seria ligado para sempre.

Mariya Polivanova / Crédito: Wikimedia Commons

 

Segunda Guerra

Quando aviões alemães começaram a atacar localidades na Rússia, Natalya tinha 21 anos. Assim que percebeu a gravidade do conflito, ela e Polivanova se juntaram a uma tropa soviética de autodefesa. No início de seu treinamento, a combatente atuou no departamento de comunicação e observação.

Mas, logo demonstrou interesse em participar como atiradora. A russa iniciou uma preparação na escola central de treinamento de atiradoras mulheres. Depois de concluir todas as etapas necessárias foi mandada para atuar na linha de frente.

Coincidentemente, Kovshova e Polivanova foram enviadas para o mesmo batalhão, a Frente Noroeste, com o mesmo objetivo: combater soldados nazistas. Enquanto Mariya atuava como observadora para a artilharia, Natalya era a atiradora do time.

Durante a Batalha de Moscou, a agente colocou em prática seus aprendizados e acabou matando dezenas de soldados alemães na ocasião. Além disso, a mulher também agiu rapidamente na defesa de seu batalhão, cavando trincheiras e tocas para esconder metralhadoras, a fim de atacar o lado oposto.

Não demorou muito para que Natalya assumisse uma posição de destaque para os soviéticos — quando passou a treinar novos soldados. A militar dava instruções sobre o uso de rifles. Logo depois, começou a ensinar na ala dos atiradores de elite, lá Kovshova demonstrava para os novatos todas as suas técnicas de pontaria e habilidades.

Durante todo o período da Guerra, a russa demonstrou um grande ódio pelos nazistas, a mulher tinha prazer em exterminar os soldados alemães. Natalya chegou a participar de diversas propagandas soviéticas, para explicar a atuação do exército no combate.  

Selo postal soviético de 1944, mostrando Kovshov e Polivanova / Crédito: Wikimedia Commons

 

O fim

A combatente sabia dos enormes perigos de estar na linha de frente de um campo de batalha, entretanto, para ela, morrer na mão dos seus inimigos não era nem de longe uma opção, mesmo que para isso fosse necessário sacrificar a própria vida.

No fatídico dia 14 de agosto de 1942, o batalhão de Natalya foi fortemente comprometido após ataques alemães em trincheiras. A maioria dos soldados foram mortos na ocasião.

Contudo, Kovshova e Polivanova estavam vivas, apesar de estarem gravemente feridas. Ao entender a situação em que se encontravam, a atiradora pensou rapidamente na última maneira de atacar seus oponentes.

Quando os alemães se aproximaram da trincheira em que as mulheres estavam escondidas, a combatente colocou seu plano em ação: detonar granadas. Com essa decisão, Kovshova acabou morrendo junto com sua amiga, ao mesmo tempo em que também conseguiu matar muitos soldados da Alemanha.

Após sua morte, essa atitude foi reconhecida pelo exército da União Soviética. Estima-se que durante o período em que atuaram na batalha, Kovshova e sua aliada Polivanova, mataram mais de 300 alemães.


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