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Negociação e 21 horas de material: 7 curiosidades sobre a série documental do caso Matsunaga

Lançada no último dia 8 pela Netflix, a obra conversa com exclusividade com personagens envolvidos na história do crime chocante

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 15/07/2021, às 14h11 - Atualizado às 14h18

Elize caminhando em filmagem do documentário
Elize caminhando em filmagem do documentário - Divulgação / Vídeo / Netflix

O esquartejamento do empresário Marcos Matsunaga, herdeiro da companhia alimentícia Yoki, chamou atenção da imprensa brasileira durante o ano de 2012, principalmente após a confissão da esposa, Elize Matsunaga, de ter cometido o cruel assassinato e ocultação.

Nove anos depois, a Netflix lançou, no último dia 8 de julho, uma série documental abordando os principais pontos desse crime chocante, entrevistando com exclusividade a protagonista do caso, além de diversas outras pessoas envolvidas no convívio familiar e na investigação.

Sabendo disso, o site Aventuras na História separou alguns fatos sobre o lançamento de 'Elize Matsunaga: Era uma Vez um Crime'.

1. Entrevista rara

Entre os trâmites de justiça até a condenação, Elize Matsunaga não fez questão de conceder entrevista para jornais ou emissoras brasileiras, mantendo o silêncio sobre a motivação e principais detalhes do caso. Com isso, é a primeira vez que a assassina concede uma entrevista desde que foi presa, em 2016.


2. Aproveitando a fonte

Dada a privacidade de Elize em relação ao caso, todo tempo com ela foi aproveitado para ser registrado em vídeo, examinado e editado para a versão final — com isso, a produção da série estimou ter gravado mais de 21 horas apenas de material da condenada, entre depoimentos e reconstituições.


3. Tempo escasso

As primeiras oportunidades para realizar as entrevistas aproveitaram duas "saidinhas" — períodos onde detentos, que cumpriram ao menos um sexto da sentença, adquirem o direito de saírem temporariamente da prisão em feriados prolongados. As tentativas foram negociadas com advogados de Elize.

Elize Matsunaga no set de filmagens do seriado / Crédito: Divulgação / Netflix

4. Longa insistência

A tentativa de acessar a criminosa se deu pela jornalista investigativa Thaís Nunes, que apresentou o projeto da série documental para a produtora Boutique Filmes. Porém, para convencer a principal entrevistada, passou 18 meses conversando quase diariamente com os advogados dela, até formalizar a entrevista.


5. Representatividade audiovisual

Engana-se quem acha que Thaís é a única mulher na equipe; os autores, majoritariamente femininos, cuidaram dos principais detalhes criativos e visuais da obra, tendo a direção, roteiro e direção de fotografia assinado por mulheres.


6. Dados da obra

A produção teve a rodagem concluída em 2 anos e meio, entrevistando 20 pessoas envolvidas no caso. Entre elas, jornalistas que cobriram o caso na época, advogados de ambos os lados, especialistas criminais que analisaram o crime, amigos e familiares de Marcos e de Elize.


7. Confiança

Tamanha a confiança na abordagem da obra fez com que Elize aceitasse ser gravada ao longo do período que foi acompanhada pela equipe de filmagem — inclusive permitindo uma filmagem enquanto tomava banho.

"O primeiro contato com a Elize foi muito rico porque ela se abriu de uma forma muito forte. Se permitiu ser gravada tomando banho. Foi como uma metáfora de desnudar-se para a câmera. E a Janice [D’Ávila, diretora de fotografia] conseguiu gravar essas cenas expositivas de forma respeitosa, para ir contra a estereotipização da garota de programa. Antes disso havíamos ido ao presídio conversar com ela, nos apresentarmos e vermos a melhor forma de gravarmos. Esse primeiro contato foi muito importante", explicou Eliza Capai, diretora da produção. 


Confira o trailer da série "Elize Matsunaga: Era uma Vez um Crime":


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