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No bunker com o tirano: Johanna Wolf, a misteriosa secretária de Hitler

Recebendo até mesmo um apelido do ditador, Wolf nunca revelou o que presenciou enquanto serviu ao Reich

Ingredi Brunato Publicado em 13/09/2020, às 11h00

Fotografia de Johanna Wolf.
Fotografia de Johanna Wolf. - Wikimedia Commons

Johanna Wolf foi a secretária mais antiga e mais próxima de Adolf Hitler. Com lealdade ao líder nazista, ela não traiu o Führer nem após a morte do mesmo e com grandes ofertas de dinheiro envolvidas. Como consequência, pouco se sabe sobre a vida dessa secretária, que certamente foi cercada por membros dos altos escalões alemães, e segredos de Estado. 

Antes de servir a Hitler, Wolf também serviu outros políticos alemães nazistas de relevância, tal como Gregor Strasser e Rudolf Hess, durante cerca de seis anos. Foi só em 1929, quando ela tinha 29 anos de idade, que ingressou no secretariado pessoal do famoso nazista, como datilógrafa.

Wolf se destacou o suficiente em seu cargo para que, em 1988, quando Adolf Hitler se tornou chanceler da Alemanha, assumindo afinal seu cargo como Führer, ele decidiu mudar a datilógrafa para a posição de secretária sênior de sua chancelaria privada. 

Foi assim que Johanna entrou no cargo dentro do qual ela se tornaria uma figura conhecida. É difícil imaginar a extensão das informações confidenciais à que a alemã tinha acesso diariamente.

Além de secretária

A relação mais próxima do líder alemão com a secretária sênior não era nenhum segredo: Enquanto ele se referia às outras integrantes de seu secretariado usando tratamento formais, por exemplo, tinha um apelido para Johanna. 

Ele a chamava de “Wolfin”, que é a palavra alemã para uma “mulher-lobisomem”. O apelido se referia não só ao sobrenome da secretária, mas também à sua obsessão com lobos. 

Houve também uma época em que todos os membros de maior importância do Partido Nazista sabiam que, quando se queria saber mais sobre Hitler, ou mesmo fazer alguma informação chegar aos ouvidos dele, era Johanna a pessoa ideal com quem se falar. 

Fotografia de Adolf Hitler durante discurso. Crédito: Wikimedia Commons 

 

Lealdade inabalável 

Como o passar do tempo foi capaz de demonstrar, o Führer fez uma escolha acertada ao depositar sua confiança em Johanna Wolf. Isso porque, ao contrário de outras secretárias que estiveram na equipe pessoal do líder nazista, como Traudl Junge e Christa Schroeder, a secretária sênior nunca aceitou dar entrevistas sobre seu período na chancelaria privada de Adolf Hitler. 

Foi até mesmo oferecida uma grande recompensa em dinheiro em troca de que escrevesse um livro de memórias, no ano de 1970, porém a alemã permaneceu leal ao seu antigo chanceler como se o regime nazista nunca tivesse acabado, e o Führer ainda estivesse vivo. 

Inclusive, falando na morte de Hitler, que foi através de um suicídio, no ano de 1945, quando sua derrota estava clara, é preciso dizer também como foi a despedida do líder com a antiga secretária. 

Segundo Wolf, o Führer precisou convencê-la a não morrer com ele, falando que a mãe de 80 anos da secretária precisava dela. Então, Johanne partiu em um voo de Berlim, juntamente a outras pessoas forçadas por Hitler a irem se salvar. A secretária, aparentemente, não era um caso isolado no quesito de querer se manter junto ao chanceler até os últimos momentos. 

Em uma das raras vezes que Wolf falou sobre o ditador alemão, disse que ele não estava ciente do que acontecia ao longo da Alemanha durante seu período no poder, com ordens sendo dadas sem que viessem diretamente dele ou tivessem-no consultado antes. Indo além, a secretária também disse que existiam ‘fanáticos’ que passaram a exercer influência sobre o Führer. 

 A secretária de Hitler passou algum tempo presa pelo exército americano após o fim da Segunda Guerra, mas quando foi solta, acabou voltando para seu país. Johanne Wolf morreu em Munique, a mesma cidade alemã onde nasceu, no ano de 1985, com 85 anos. 


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