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O ambicioso plano do jovem que pretende despoluir os oceanos até 2040

Aos 16 anos, o holandês Boyan Slat se deparou com a enorme quantidade de plástico nos mares e decidiu tomar providências

Pamela Malva Publicado em 20/10/2020, às 18h30 - Atualizado às 18h48

Fotografia do holandês Boyan Slat
Fotografia do holandês Boyan Slat - Wikimedia Commons

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) já mostraram que, se nada mudar, a quantidade de plástico nos oceanos vai superar a de peixes até 2050. Essa ideia, para muitas pessoas, é simplesmente desesperadora.

Foi esse choque que Boyan Slat sentiu quando, aos 16 anos, viajou para a Grécia. Durante um mergulho, enquanto muitos se divertiam nas águas europeias, o jovem holandês preocupou-se com a quantidade de lixo que encontrou flutuando.

“Por que a gente não limpa tudo isso?”, Boyan se perguntou. Assim, ele tomou a frente do movimento e decidiu começar a limpar os oceanos. Hoje, aos 26 anos, o jovem planeja retirar 90% do plástico das águas salgadas até 2040.

Imagem meramente ilustrativa de acúmulo de lixo em canal de Montreal, no Canasá / Crédito: Wikimedia Commons

 

Começo de tudo

Nascido em Delft, na Holanda, em julho de 1994, Boyan é um ex-estudante de engenharia aeroespacial. Junto de outros jovens preocupados com o meio ambiente, no entanto, ele foge do comum e tenta focar todo o seu trabalho na causa que defende.

Em 2011, portanto, logo depois que voltou da Grécia, o menino passou a estudar sobre nosso impacto na Terra, bem como a poluição dos oceanos. Em 2013, após largar a faculdade, ele finalmente lançou a The Ocean Cleanup.

Sem fins lucrativos, a iniciativa conta com a ajuda de diversas pessoas para criar novas tecnologias que removam todo o plástico das águas ao redor do mundo. Desde que foi fundada, a Ocean Cleanup já arrecadou mais de US $ 31,5 milhões.

Fotografia de Boyan Slat, o CEO da The Ocean Cleanup / Crédito: Divulgação

 

Sem plástico

Após a criação do projeto, Boyan começou a desenvolver diversos protótipos que realmente removessem o lixo dos oceanos. Ainda em 2013, então, ele lançou o Ocean Cleanup Array, tecnologia que já retirou mais de 7 toneladas de plástico das águas.

Não demorou muito, no entanto, até que o jovem holandês voltasse a ser manchete no mundo todo, mesmo que alguns de seus sistemas deixassem de funcionar. Boyan, afinal, nunca desistiu e colocou diversos de seus protótipos nos mares.

O último deles, lançado em 2019, é o The Interceptor. Com o formato de uma balsa, a tecnologia promete impedir que o lixo sequer chegue aos oceanos — diferente dos outros projetos, que apenas retiravam o plástico que já estava flutuando.

Fotografia do lixo entrando na The Interceptor / Crédito: Divulgação

 

Rios que condenam

Tudo começou quando Boyan colocou seus olhos em uma pesquisa alarmante. Segundo os números analisados pelo jovem, os rios são os principais responsáveis por cerca de 80% de lixo e plástico despejados nos oceanos.

Pensando nisso, ele desenvolveu o The Interceptor, um equipamento que funciona com 100% de energia solar e não emite uma grama de fumaça. Com uma tecnologia consciente, o projeto captura o plástico antes que ele chegue a água dos mares.

No total, o enorme dispositivo pode interceptar até 50 mil quilos de lixo por dia. Bastante revolucionária, a tecnologia mal foi lançada e já está limpando as águas de Jacarta, na Indonésia, e de Klang, na Malásia.

Criada por Boyan, a The Interceptor tem o formato de uma balsa / Crédito: Divulgação

 

Juventude inspiradora

Tendo chamado atenção do mundo todo por sua vontade de mudar o mundo, Boyan Slat impressiona gerações por sua persistência. Não é surpresa, então, dizer que o jovem já ganhou diversos prêmios desde que voltou da Grécia, lá em 2011.

O primeiro deles veio em 2014, quando ele conquistou o prêmio Campeões da Terra, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Depois, em 2017, a Reader's Digest definiu que o holandês era o Europeu do Ano e, em 2018, recebeu o prêmio Euronews na categoria Empreendedor Europeu do Ano. 

Para Boyan, entretanto, o maior dos prêmios não vem de uma estatueta de metal. Mas sim dos inúmeros sacos de lixo que ele pode remover dos oceanos todos os dias com a ajuda das tecnologias que desenvolveu, a fim de realmente salvar nosso mundo.


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