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Freddy Krueger da vida real: Carlos Eduardo Robledo, o maior serial killer da Argentina

Na década de 1970, o Anjo da Morte dizimou as suas vítimas da pior maneira: enquanto elas dormiam

Nicoli Raveli Publicado em 11/03/2020, às 22h00

Carlos Eduardo Robledo foi preso em 1972
Carlos Eduardo Robledo foi preso em 1972 - Divulgação

Era mais um dia comum na Argentina, quando a polícia encontrou um corpo queimado com diversos pertences. Entre eles, havia um documento de Carlos Eduardo Robledo Push. O temido assassino não imaginava que esse seria seu último crime e que passaria a ser conhecido por Anjo da Morte. 

Durante cerca de um ano, na década de 1970, ele matou 11 pessoas enquanto elas dormiam. Normalmente, seu método era esfaqueá-las pelas costas e, além disso, estuprou duas mulheres e cometeu mais de 15 roubos. Depois de certo tempo, ele ficou conhecido como Anjo da Morte e é considerado o maior assassino da história da argentina.

Nascido em uma família rica, sempre se mostrou ser bom aluno e era fluente em três idiomas. Puch foi preso aos 20 anos de idade e, após 44 anos, tornou-se um homem fragilizado e tranquilo, já que passou muito tempo atrás das grades. 

Sua história se iniciou em 1970 com um assalto a mão armada a uma joalheria. Seu cúmplice, Jorge Ibáñez, o ajudou a cometer os dois primeiros assassinatos. As vítimas foram um vigia noturno e o gerente de uma discoteca.

Após o ocorrido, a dupla assassinou um segurança de uma casa de peças, um trabalhador de um supermercado e duas mulheres que, antes de serem mortas, foram estupradas. A separação dos criminosos ocorreu em agosto de 1971, quando Jorge sofreu um acidente de carro e morreu.

Pouco tempo depois, Robledo se uniu ao segundo cúmplice, Héctor Somoza, e cometeu dois homicídios. No ano de 1972, ambos assassinaram um funcionário de uma loja de ferragens e, depois do ato, Puch matou Somoza com um tiro e colocou fogo para que a identificação do cadáver fosse comprometida, mas foi preso poucas horas depois.

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O jovem assassino Robledo Puch / Crédito: Wikimedia Commons

Em 1980, ele foi condenado à prisão perpétua e nenhuma autoridade o permitiu ter acesso a uma liberdade condicional, mesmo com todos os pedidos feitos pelo assassino durante 40 anos. Robledo nunca afirmou ter cometido os assassinatos, mas confessou os roubos e atribuiu os crimes a Ibáñes.

Os primeiros juízes responsáveis pelo caso rejeitaram seus pedidos e relataram que o criminoso nunca se arrependeu por seus atos. Além disso, as autoridades também afirmaram que o homicida não teria uma família para recebê-lo caso deixasse a prisão.

A motivação para seus crimes nunca foi esclarecida. O tribunal responsável por sua condenação argumentou que o homem é um psicopata com total capacidade para compreender o caráter criminoso de seus atos e que vem de uma família legítima e moral, na qual não sofreu problemas de ordem sanitária ou moral. Até o começo de 1977, seus anos de prisão se passaram em um pavilhão de psiquiátricos. No mesmo ano, ele foi levado para Sierra Chica no pavilhão de homossexuais, eleito um dos mais seguros da Argentina.

Desde então, seu nome havia sido esquecido pela população e, até mesmo, pela imprensa. Entretanto, em 2008, ele voltou a chamar a atenção. Rodolfo Palacios, jornalista, foi o primeiro profissional a conseguir uma entrevista com o criminoso. Em seguida, seus encontros se tornaram regulares e deu origem ao livro intitulado O Anjo Negro.

Rodolfo relatou as loucuras de Puch. “Em seus delírios, ele sonhava que era herdeiro do (ex-presidente) Juan Domingo Perón e chegou a dizer que em 1982 se propôs a atuar como soldado voluntariamente na Guerra das Malvinas. Também queria atuar como dublê em um filme sobre a sua própria vida: queria que o seu papel fosse interpretado por Leonardo DiCaprio e que o filme fosse dirigido por Quentin Tarantino”.

Em determinada situação, o assassino afirmou as autoridades que, se fosse solto, seu primeiro crime seria matar a presidenta Cristina Fernández de Kirchner. Em outro momento, ele se ofereceu para ajudar com a segurança em uma província de Buenos Aires frente a uma matilha de cães selvagens.


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