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O anjo que era um serial killer: Conheça Gesche Gottfried

Apelidada de anjo pela dedicação com que cuidava os doentes, Gesche os envenenava. A alemã matou 15 pessoas em 14 anos

Vinícius Buono Publicado em 07/08/2019, às 09h00

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- Crédito: Reprodução

Nascida Gesche Margarethe Timm, Gesche Gottfried foi uma alemã residente na cidade de Bremen nos séculos 17 e 18, e mais parece ter sido uma vilã de novela. Em 1831, chegou a ser conhecida como “o Anjo de Bremen”, mas, na verdade, era uma serial killer que matou 15 pessoas na cidade e em Hannover, Alemanha.

Gottfried matava suas vítimas lentamente, envenenando-as com arsênico misturado à gordura de animais — uma prática conhecida como Manteiga de Rato, pois era muito útil na caça aos roedores. Ela ministrava o veneno em pouca quantidade às suas vítimas, o que as adoecia. Gesche, então, cuidava deles e, por isso, recebeu o apelido. O que não sabiam, porém, é que na verdade era assim que ela continuava envenenando-os aos poucos.

Seu primeiro marido, Johann Miltenber, foi o primeiro não só no aspecto matrimonial, como também sua vítima inaugural. Miltenberg era um homem rico, e Gesche se apropriou de seus bens após matá-lo. Daí em diante, ela não parou mais.

Executou os pais e o irmão gêmeo, por quem sentia ressentimentos após ter sido negligenciada na infância, e até as duas próprias filhas, julgando-as como uma ameaça ao seu segundo casamento, dessa vez com Michael Gottfried, de quem pegou o sobrenome. Após alguns anos, livrou-se, também, do boêmio Michael e do filho que teve com ele.

Os problemas financeiros começaram a aparecer e a solução que ela encontrou foi o noivado com outro homem, Paul Zimmerman. Matou-o, novamente por causa de dinheiro e, cada vez mais paranoica e afundada em dívidas, estendeu sua macabra lista de vítimas, adicionando a ela alguns credores e até amigos.

A máscara de boa moça caiu quando um de seus locatários percebeu minúsculos grãos brancos na comida que ela lhe ofereceu e comentou com um médico. Para azar da assassina, este já tinha atendido outras vítimas, e identificou a substância como arsênico. Nesse processo, porém, ela já tinha matado outras duas pessoas e estava em Hannover “cuidando” de outro amigo e credor, que seria sua vítima final.

Gesche Gottfried foi presa em março de 1828, e assim permaneceu por três anos até ser julgada e condenada à decapitação. Sua morte em 1831 foi a última execução pública da cidade de Bremen.