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Julho de 1953: Começa a Revolução Cubana

De Fidel Castro a Che Guevara. Entenda porque o dia 26 de Julho tornou-se a data essencial para o episódio

Redação Publicado em 26/07/2019, às 10h00

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Crédito: Reprodução

Fidel Castro foi preso em Cuba após uma tentativa de assalto a um quartel-general realizado por um grupo de nacionalistas comandado por ele, no dia 26 de julho de 1953.

Esse evento tem ligação direta com a formação nacional de Cuba, que passou por um processo de independência consideravelmente diferente do restante do continente americano. Além de tardia, Cuba não atingiu sua autonomia com uma disputa independente contra a Espanha. A quebra dos laços coloniais que possuía com o império europeu foi decorrente de uma guerra estabelecida entre os EUA e a Espanha.

Cuba, ex-colônia de exportação de açúcar e agora protetorado subserviente, passou a primeira metade do século 20 com índices extremos de pobreza, insalubridade e inacessibilidade do povo cubano de serviços básicos, enquanto os invasores dos EUA ostentavam gloriosas riquezas e hábitos soberbos no território insular. O governo de Cuba era facilmente manipulado pelos estadunidenses em favor de interesses dos EUA, que financiaram a ditadura de Batista em defesa de seus interesses.

Quartel de Moncada repleto de tiros / Crédito: Wikimedia Commons

 

Durante Assalto de 1953, 165 homens comandados por Castro entraram no Quartel-General de Moncada na tentativa de tomar o armamento para a população e iniciar uma revolução com o objetivo de derrubar Batista. O levante, no entanto, resultou em derrota e a maioria dos envolvidos morreram. Fidel, por outro lado, foi condenado à 15 anos de prisão.

O evento marca a história do processo revolucionário. Isso porque Fidel fundaria o movimento revolucionário M-26-7, como referência à revolta. Além disso, o tipo de demanda dos revolucionários de 1959 já estava presente em 53: o nacionalismo acentuado e militarista, o desejo pela democracia direta e o forte sentimento contra os EUA. 

Em 1955, Fidel foi anistiado, mas, pouco tempo depois, devida uma ação do M-26-7 em um ato em oposição ao regime de Fulgencio Batista, o jovem estudante de direito tornou-se criminoso novamente e buscou exílio no México.

Na Cidade do México, Ao se reunir com o irmão, Raúl Castro, Camilo Cienfuegos e Che Guevara elaboraram o plano de invadir a ilha pelo Sul e subir em direção a Havana pelo método de guerrilha.