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O bizarro destino da casa onde os familiares de Lizzie Borden foram assassinados

Em 1892 a residência foi palco de um dos crimes mais enigmáticos e comentados dos Estados Unidos no século 19; situação atual é, no mínimo, insólita

Penélope Coelho Publicado em 07/10/2020, às 17h28

Retrato de Lizzie Borden (à esqu.) e Lizzie (à dir.)
Retrato de Lizzie Borden (à esqu.) e Lizzie (à dir.) - Wikimedia Commons

O endereço localizado na 230 Second Street, em Fall River, Massachusetts, Estados Unidos, se destacou após a morte de Andrew Jackson Borden e sua esposa Abby Gray. No entanto, antes do enigmático crime, aquela casa foi o lar de uma família rica típica do século 19.

Andrew — dono da propriedade — era membro da presidência e da direção de bancos e instituições financeiras. Antes de se casar com Abby o homem foi marido de Sarah Anthony Borden, que veio a falecer. Contudo, esse relacionamento rendeu ao casal duas filhas: Lizzie e Emma. Acredita-se que as jovens tenham se afastado do pai após a morte da mãe, já que Lizzie desconfiava que a madrasta estivesse interessada na fortuna de Andrew.

Casa da família Borden no final de 1800 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Um crime brutal

A manhã de 4 de agosto de 1892, marcou a data em que o patriarca da família e sua esposa foram encontrados mortos, com sinais de fortes pancadas provocadas provavelmente por um objeto pontiagudo e pesado, como um machado.

A criada da residência, Bridget Sullivan, estava limpando as janelas do local, quando de repente Lizzie surge dizendo que seu pai teria sido assassinado, pouco tempo depois, o corpo de Abby também foi encontrado no segundo andar da casa.

De acordo com as investigações, a madrasta foi morta primeiro por volta das 9h da manhã, a mulher foi golpeada no crânio e após cair no chão foi atacada mais 17 vezes na parte de trás da cabeça. Já Andrew, foi assassinado depois ao sofrer 11 golpes enquanto estava tirando um cochilo em seu sofá.

Desde o início Lizzie foi a principal suspeita dos crimes, já que também tomou algumas atitudes suspeitas após os assassinatos, como destruir um dos vestidos que supostamente usava no dia do crime, dar depoimentos confusos e se contradizer.

Apesar de estarem convictos quanto a participação da mulher no ocorrido, as autoridades locais não encontraram provas o suficiente para incriminá-la, por isso, quase um ano depois das mortes, Borden foi inocentada em um julgamento polêmico.

Após ser absolvida das acusações, Lizziedecidiu se mudar da casa onde aqueles crimes aconteceram, pensando nisso, a mulher comprou uma residência localizada na 7 French Street, que ela apelidou de Maplecroft. Ali Lizzie viveu até sua morte em 1 de junho de 1927. 

Mas o que aconteceu com a casa macabra que foi palco dos crimes?

Ponto turístico

Lizzie Borden Bed & Breakfast em 2008 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Anos depois, a casa que foi palco para os crimes brutais se transformou e agora tem uma proposta completamente diferente. No ano de 1996, a residência da família Borden em Fall River foi transformada em um pequeno hotel aberto até hoje.

A pousada é propriedade de Martha McGinn, que herdou o local de seus avós, que por sua vez compraram a casa em 4 de agosto de 1948. Além de servir como hotel, a Lizzie Borden Bed & Breakfast, como é chamada, também funciona como um museu em alguns dias determinados.

De acordo com McGinn, o quarto onde Abby Borden, foi encontrada morta é o local mais requisitado para a estadia na pousada. Alguns hóspedes afirmaram que sentiram uma presença paranormal no lugar como se a cassa estivesse assombrada.

No entanto, para o investigador de alegações paranormais, Joe Nickell, os relatos dos hóspedes são baseados somente em sentimentos pessoais e não chegaram a ser comprovados como uma presença fantasmagórica ou algo do tipo.

Mas, uma coisa é certa: a pousada Lizzie Borden serve atualmente como uma grande atração turística em Massachusetts, atraindo curiosos de diversas partes do mundo para a região. Já a residência Maplecroft, atualmente é uma propriedade privada, raramente aberta ao público.


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