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Canibal do Colorado: o bárbaro crime do assassino Alferd Packer

O homem aterrorizou cinco homens que decidiram segui-lo em uma expedição no meio do frio extremo.

Wallacy Ferrari Publicado em 22/03/2020, às 08h00

Fotografia de Alferd Griner Packer, tirada para fins jurídicos
Fotografia de Alferd Griner Packer, tirada para fins jurídicos - Divulgação/Denver Public Library

Em novembro de 1873, 20 homens realizavam uma trilha em busca de ouro nas minas de Breckenridge, no estado do Colorado. Na estrada, encontraram Packer, que, apesar de estar sem dinheiro ou recursos para se alimentar e se proteger, disse que conhecia a região e poderia orientar os membros da expedição, que logo lhe acolheram.

Entretanto, a trilha, que duraria meses, revelou que, não só Packer não conhecia nada sobre a região, como era um homem difícil de lidar, sendo muito ganancioso com a comida dos outros integrantes da trilha, que ficaram com menos recursos que o planejado graças a chegada do desconhecido homem.

Gradativamente, com o inverno em condições extremas para a vida humana, os membros acabaram desistindo da a expedição aos poucos. Em fevereiro de 1274, apenas Packer e cinco homens restaram na busca das fortunas que poderiam obter com o minério da região. O último registro dos membros eram de quase nenhuma comida e saúde.

Desenho feito com os relatos da Agência que recolheu os corpos / Créditos: Wikimedia Commons

 

Dois meses depois, Packer apareceu sozinho na Los Pinos Indian Agency, onde foi acolhido e alimentado. Apesar de contar uma história triste sobre a terrível tempestade de neve que havia enfrentado, não apresentava desnutrição e recusava ajuda financeira. Além disso, acabou se complicando quando várias carteiras foram encontradas em sua mochila.

A agência amparava nativos-americanos que residiam na região e, alguns dias depois, com Packer acolhido no local até o fim da tempestade, alguns índios da tribo Ute entraram na agência afirmando ter encontrado tiras de carne branca em uma região onde, possivelmente, só existiam animais de carne vermelha. Packer desmaiou imediatamente; era carne humana.

Após acordar, o funcionário da agência Herman Lauter descreveu a confissão de Packer, que afirmou que, apesar de “não ser a primeira nem a última vez que um ser humano teve de comer outro”, ele teve de enfrentar o frio e a escassez matando e se alimentando de seus companheiros de expedição.

Com a revelação, a equipe retornou ao caminho que o homem afirmou ter seguido e por lá, foram localizadas as cinco carcaças humanas, com os ossos que apresentavam o corte da carne humana. Os rostos, apesar de em putrefação, eram fáceis de ser identificados pelo fato do gelo ter conservado. Em depoimento, os membros que desistiram confirmaram que estes eram os restos dos integrantes que acompanhavam o canibal.   

Packer foi procurado por anos, sendo capturado e julgado a pena de morte em 1883. Entretanto, conseguiu recorrer e transformou as cinco acusações de assassinato em uma sentença de 40 anos, que só teve 18 anos cumpridos após conseguir ser libertado em condicional, no ano de 1901. Morreu 6 anos depois, vítima de um derrame.


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