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8 anos após a morte de Diana: Charles e Camilla se casavam neste dia, em 2005

Após manterem um relacionamento por anos (inclusive quando o Príncipe de Gales ainda estava com Diana), o casal finalmente selou sua união

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 09/04/2021, às 09h52

Fotografia mostrando Príncipe Charles e esposa Camila em carruagem
Fotografia mostrando Príncipe Charles e esposa Camila em carruagem - Getty Images

Em 9 de abril de 2005, o Príncipe Charles, então com 57 anos, finalmente oficializou o controverso romance que manteve por anos com Camila Parker Bowles, na época com 58 anos, selando sua união em uma modesta cerimônia civil.

Mesmo que já tivesse então passado oito anos da morte de Diana, muitos ainda relembraram da primeira esposa dele frente a esse segundo casamento.

A relação, infelizmente, era inevitável: Isso porque Camila já era amante do Príncipe de Gales mesmo quando ele estava comprometido com Lady Di.

Segundo a bibliografia autorizada do filho de Elizabeth II, chamada “Prince Charles: The Passions and Paradoxes of an Improbable Life” (ou, em tradução livre “Príncipe Charles: As Paixões e Paradoxos de Uma Vida Improvável), seu caso extraconjugal começou em 1986. 

Já o divórcio do príncipe e de Diana ocorreu apenas em 1992, seis anos depois. Mesmo antes do adultério real ser confirmado, as especulações já mobilizavam os tabloides britânicos, e como Lady Di era adorada pela Inglaterra, as ações do príncipe de Gales foram criticadas ainda mais pesadamente pela opinião pública. 

Fotografia de Princesa Diana / Crédito: Divulgação 

 

Cerimônia reservada 

Diferente de seu primeiro casamento, que foi assistido por 750 milhões apenas pela televisão, segundo informações divulgadas pelo UOL em 2005, e contou com 3,5 mil convidados, este último teve apenas 28 presentes, todos esses parentes dos noivos. 

Vale notar que nem a Rainha e nem seu marido, Philip, compareceram à segunda união do filho, o que foi interpretado pelos jornais da época como um sinal de sua desaprovação. 

De acordo com o livro “Rabel Prince: The Power, Passion and Defiance of Prince Charles" (ou, em tradução livre “Príncipe rebelde: o Poder, a Paixão e o Desafio do Príncipe Charles”), uma biografia não autorizada da figura real, a monarca teria supostamente chamado a nova esposa do filho de “aquela mulher perversa”, afirmando que “não queria ter nada a ver com ela”. 

Nos anos posteriores, entretanto, essa possível animosidade teria desaparecido, uma vez que é possível encontrar inúmeros exemplos em que as duas não apenas estiveram presentes nos mesmos eventos, como mantiveram conversas neles. 

Príncipe Charles e Camila atualmente / Crédito: Getty Images 

 

Pedindo perdão pelos pecados

Após a união civil, Charles e Camila, então com o título de Duquesa de Cornwall, foram receber a benção do arcebispo Rowan Williams na capela do Castelo de Windsor, evento que foi um pouco maior, sendo assistido por 800 pessoas, incluindo Elizabeth II

Uma característica curiosa do ritual religioso foi quando anunciaram antes da cerimônia que ambos acabariam lendo uma oração que contava com a frase: “Reconhecemos nossos pecados e maldades que de tempos em tempos cometemos, em pensamentos, palavras e atos. Seriamente nos arrependemos e, de todo coração, pedimos perdão por nossos pecados. Sua lembrança nos aflige, seu peso é intolerável". A informação foi repercutida na época pela Folha de SP.

A notícia, em especial, foi encarada no período como uma demonstração de arrependimento público do casal. Afinal de contas, eram casados com outras pessoas quando começaram o relacionamento em 1986. 

A lua de mel dos recém-casados foi em uma mansão dentro do castelo Balmoral, na Escócia, também muito menos luxuosa que a do casamento de Charles com Diana, que foi feita num iate que percorreu o Mediterrâneo.


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