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O caso Von Richthofen do Canadá: Jennifer Pan, a menina que matou os pais

O episódio ocorreu em 2010, quando a menina prodígio arquitetou a morte de seus parentes superprotetores

Paola Churchill Publicado em 13/04/2020, às 18h14

Retrato de Jennifer Pan
Retrato de Jennifer Pan - Wikimedia Commons

Jennifer Pan era a menina de ouro dos pais. Filha dos migrantes vietnamitas Bich Ha Pan e Hann Pan, que se mudaram para o Canadá com o objetivo de dar a melhor educação que Jennifer poderia receber. A garota se esforçava ao máximo: tinha as notas mais altas da sala, conseguiu uma bolsa integral devido sua inteligência e já tinha convites para as grandes universidades anos antes das seleções serem feitas.

Sempre acatando as ordens de seu pai, a menina se formou em Farmácia pela Universidade de Toronto, e logo após a colação, conseguiu um emprego em um dos laboratórios médicos mais importantes da região. No entanto, o que parecia ser o sonho de sua família sendo realizado, não se passava de mentira.

Garota exemplar?

A carreira promissora da jovem não passava de uma farsa completa e ela era uma mentirosa compulsiva. Para começo de conversa, a assassina nem tinha se formado no ensino médio e passou longe da suposta faculdade de farmácia que dizia ter sido aprovada.

Hann Pan e Bich Ha Pan durante viagem em família/Crédito: Divulgação/Youtube

 

Considerada uma menina sorridente e com uma grande facilidade de fazer amigos, todos que a conheciam afirmavam que a garota era querida e amava nadar. Entretanto, essa personalidade não passava de uma máscara para cobrir as suas inseguranças: de não ser a filha que os pais queriam.

Enquanto Bich Ha e Hann acreditavam que a filha só tirava notas boas, a estudante ficava sempre na média, o que seria uma felicidade para outros pais, mas não para os Pan.

Com medo de sofrer castigos, ela alterava as notas ao mostrar os boletins para a família. Ela realmente conseguiu um convite para ingressar a Universidade bem antes que seus colegas, mas a oferta foi retirada assim que a garota não passou em uma das disciplinas. Mesmo assim, Jennifer mentiu mais uma vez sobre sua real vida acadêmica.

Enquanto seus pais achavam que ela estava na faculdade, a mentirosa passava esse tempo em bibliotecas públicas. No dia de sua formatura, quando sua família estava ansiosa para ver a futura farmacêutica pegar o diploma, a jovem disse que não tinha convites suficientes. Foi a partir desse momento, que os Pan perceberam que havia algo de errado.

A menina que matou os pais

Assim que souberam a verdade, Bich Ha e Hann proibiram a filha de fazer tudo que estivesse relacionado ao lazer. Não poderia mais sair de casa, nem usar o celular e computador. Também não poderia encontrar o namorado, Daniel Wong. Como consequência, ela ficou furiosa e decidiu se vingar.

Jennifer Pan e o namorado Daniel Wong durante o enterro de sua mãe/Crédito: Divulgação 

 

Com a ajuda do namorado, ela elaborou um plano para matar os dois, pois achava que só assim seria livre. O plano do casal era matar ambos e fazer com que tudo parecesse um assalto que deu errado e acabou resultando na morte dos vietnamitas.

Eles então contrataram o matador de aluguel, Lenford Crawford, que por ser um grande amigo de Wong, deu um desconto pelo assassinato. Na noite de 8 de novembro de 2010, o plano foi concluído.

Os supostos bandidos prenderam Bich e Hann na sala enquanto gritavam perguntando sobre o local que o dinheiro estava escondido. A matriarca da família, em prantos, implorava que eles não fizessem nenhum mal à filha deles. Jennifer - no andar de cima- pegava a grana que seria utilizada para pagar pelo crime e não ligava para os gritos da mulher. Em seguida, o seu objetivo foi alcançado: o casal levou dois tiros na cabeça.

Jennifer deu continuidade ao plano que parecia perfeito: ligou desesperada para à polícia local e aos gritos afirmava que seus pais estavam mortos após um assalto que ocorreu em sua casa. Todavia, o que a sociopata não contava era que o patriarca da família tinha sobrevivido e estava pedindo ajuda para o vizinho da família. E assim conseguiu.

Não demorou para que a criminosa fosse desmascarada: por conta das divergências nos depoimentos de Jennifer, a investigação chegou à conclusão de que ela estava envolvida no crime.

O julgamento, que durou mais de dez meses, teve mais de 50 testemunhas e 200 provas contra a garota. Jennifer, Daniel e Lenford foram considerados culpados de homicídio doloso qualificado e foram condenados à prisão perpétua.


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