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O crime que foi solucionado depois de 15 anos, através do Facebook

Deborah Elaine Dean ficou desaparecida por anos sem pistas, mas um post deu uma reviravolta na solução do crime

Giovanna de Matteo Publicado em 01/11/2020, às 10h00

Kimberly Hancock, à esquerda, e Deborah Elaine Deans, à direita
Kimberly Hancock, à esquerda, e Deborah Elaine Deans, à direita - Divulgação / Nash County Sheriff's Office

O caso de Deborah Elaine Dean representou um mistério por mais de 15 anos. Ela trabalhava como camareira, e desapareceu em 2004 quando tinha 29 anos, no estado da da Carolina do Norte, EUA. O desaparecimento repentino sem deixar rastros intrigou os policiais, que por uma década e meia agiram sem encontrar uma pista sequer de seu paradeiro.

No entanto, em 20 de outubro de 2019 o caso foi exposto na internet por meio de uma página no Facebook chamada Fighting Crime News and Who's Wanded. O perfil publicou um vídeo que incentivava os internautas a compartilharem informações a respeito do caso, garantindo o anonimato de quem ajudasse na campanha.

Post relatando o caso de Deborah Elaine Deans / Reprodução / Facebook

 

Foi a partir dessa iniciativa que o mistério passou por uma reviravolta. Provas e suspeitas se acumulavam com as novas informações e, somente depois de quatro dias, a cunhada de Deborah, Kimberly Hancock, de 49 anos, foi acusada de homicídio.

Através de um e-mail recebido pelos administradores do post - que incentivava a procura da camareira - que o caso foi solucionado. A mensagem foi repassada para Keith Stone, xerife do condado de Nash, que investigou a fundo o conteúdo, acompanhado por uma variedade de detalhes que se conectavam com o crime. Para ele, a informação “se mostrou muito exata e confiável". 

Após os relatos, o xerife invocou então uma operação para investigar a cunhada da desaparecida. Com um mandado, as autoridades entraram na residência de Kimberly e surpreendentemente encontraram os restos mortais de Deborah enterrados em uma cova amadora atrás do trailer da mulher.

O crime

Segundo o jornal The Washington Post, a mãe de Deborah denunciou o desaparecimento 4 meses após a filha sumir por completo, em abril de 2014, mesma época em que ela havia acabado de sair da prisão. 

A cunhada também depôs sobre o desaparecimento naquele período, mas não foi considerada suspeita, embora tenha revelado ser a última pessoa que teve contato com Deborah antes do sumiço.

Segundo a versão contada por ela, as duas teriam tido uma discussão e Kimberly mandou alguém buscá-la, no entanto, sem mais detalhes que pudessem elucidar o que aconteceu naquele dia.

A administradora da página, que não teve o nome divulgado, declarou que ”muitas pessoas não gostam de falar com a polícia simplesmente porque se sentem assustadas”, tendo então criado o perfil na rede social em 2013, com o objetivo de barrar esse comportamento.


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