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O empresário que comprou vídeo polêmico de Marilyn Monroe para proteger a privacidade da atriz

Desembolsando uma quantia milionária, o homem tem um vídeo polêmico da atriz

Wallacy Ferrari Publicado em 28/04/2022, às 15h56

Marilyn em trecho de filme
Marilyn em trecho de filme - Divulgação/Vídeo

A atriz Marilyn Monroe marcou gerações ao ostentar sua exuberante beleza e talento em Hollywood, sendo uma referência estética que perdura até os  dias atuais.

Contudo, sua morte precoce aos 36 anos de idade, em 1972, deixou para trás diversas dúvidas sobre intimidade da atriz.

Ao longo dos anos seguintes, no entanto, esses segredos foram revelados através da divulgação de documentos, pesquisas de historiadores da arte e até mesmo colecionadores, que se especializaram na história da atriz.

Nas décadas seguintes, foram lançados livros e filmes biográficos contando os bastidores da vida de Marilyn, imagens inéditas foram reveladas e até mesmo os registros médicos da loira foram leiloados, revelando cirurgias plásticas nunca pautadas publicamente pela atriz.

Um objeto em especial, no entanto, conseguiu chamar mais atenção do que os outros; um suposto vídeo íntimo onde ela pratica sexo oral em um homem não identificado ao longo de 15 minutos, que chamou atenção da mídia em 2008. 

Apesar de chocante, sua origem e o fim que foi dado ao item chamaram ainda mais atenção da imprensa internacional na época da descoberta.

Marilyn em fotografia colorizada / Crédito: Divulgação/Klimbim

Sex-tape de Monroe

Nos anos seguintes a morte da atriz, o FBI teve acesso a suposta fita por intermédio de um informante que chegou ao ex-diretor da instituição, J. Edgar Hoover, conhecido como rival deJohn F. Kennedy.

O ex-presidente, por sua vez, teria tido um caso com a loira - boato que nunca foi confirmado - e, assim que o filme foi descoberto, Hoover deu seu máximo para provar que se tratava do político na fita, como informou o colecionador Keya Morgan à Reuters em 2008.

“O agente do FBI quem conversou disse que J. Edgar Hoover era completamente obcecado pelo assunto... Hoover convocou prostitutas que estavam em estado com o presidente Kennedy e elas tentaram verificar se era realmente Kennedy”, relembrou Morgan na época.

Keya foi o responsável por adquirir os objetos do espólio de Monroe e de seu ex-marido, Joe DiMaggio, que tentou adquirir o filme do rapaz antes de falecer, sem sucesso.

O meio como ele obteve a fita com o FBI não foi revelado, mas a história foi suficiente para ser arrematado durante um leilão pela impressionante quantia de US$ 1,5 milhão.

O comprador negociou diretamente com o colecionador, que não teve sua identidade revelada, sendo as características restritas apenas pela descrição de "um empresário rico de Manhattan", no centro de Nova York.

Durante o negócio, ele manifestou o interesse em proteger a privacidade da estrela, buscando não comercializar ou divulgar o conteúdo do filme.

O cavalheiro que o comprou disse que, por respeito a Marilyn, não vai transformar as imagens em brincadeira, colocá-las na Internet ou tentar explorá-las", enfatizou Morgan em 2008 à Reuters. "Não é essa a intenção dele, e eu não envolveria meu nome na transação se isso fosse acontecer".