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O enigma de Samantha Lewthwaite, a mulher mais procurada do mundo

Também conhecida como Viúva Branca, ela é acusada de estar envolvida em inúmeros atentados terroristas que causaram a morte de centenas de pessoas

Isabela Barreiros Publicado em 08/08/2020, às 08h00

Documentário da BBC1 The White Widow: Searching for Samantha
Documentário da BBC1 The White Widow: Searching for Samantha - Divulgação/BBC1

Nesta semana, a Netflix lançou a série Os Mais Procurados do Mundo que, a cada episódio, conta a história de alguns dos mais perigosos fugitivos do mundo. Procurados pela Interpol e com muito dinheiro em suas cabeças, essas pessoas cometeram sérios crimes e estão desaparecidas há anos.

No terceiro capítulo do programa, quem foge é a Viúva Branca. O apelido é um jogo de palavras que formam uma definição não tão explicativa sobre quem, de fato, é Samantha Lewthwaite.

Divulgação da série Os Mais Procurados do Mundo (2020) da Netflix / Crédito; Divulgação/Netflix

 

Dado pela mídia, o nome se refere, primeiro, ao fato da mulher ser viúva de um dos quatro homens-bomba responsáveis pelos atentados de 7 de julho de 2005 em Londres. Naquele dia, Germaine Lindsay, com apenas 19 anos, e mais três pessoas detonaram bombas dentro de trens do metrô e um ônibus.

“Branca” está relacionado à etnia da mulher. Samantha nasceu na Irlanda do Norte, mas morou desde cedo em Aylesbury, na Inglaterra. Quando seus pais se divorciaram em 1994, ela ficou totalmente abalada e começou a procurar apoio em religião. Embora tenha sido criada como cristão, se converteu ao islamismo aos 17 anos, ao encontrar consolo em vizinhos mulçumanos.

Depois da morte de Lindsay, ela deu uma entrevista ao jornal britânico The Times lamentando o que considerou radicalismo por parte de seu ex-marido. “Eu só queria me casar com um muçulmano e me estabelecer”, afirmou.

Ela dizia que as ações foram "repugnantes", causadas por mesquitas radicais que "envenenavam sua mente". "Como essas pessoas poderiam tê-lo transformado e envenenado sua mente é terrível. Ele era um homem inocente, ingênuo e simples. Suponho que ele deve ter sido um candidato ideal”, disse ao jornal The Sun.

Da água ao vinho

Ao denunciar os atendados que aconteceram em 2005 em Londres, esperava-se que a postura da mulher convertida ao islamismo fosse mantida. Durante um período, continuou com a narrativa de vítima devido às ações de seu companheiro. Pouco tempo depois, no entanto, ela sumiu.

"No momento dos atentados de 7/7, a impressão era de que ela desaprovava e criticava muito a ação do marido”, disse o jornalista da BBC Peter Taylor. “Então ela desapareceu do radar e apareceu novamente no Quênia. Parece que ela se envolveu com o [grupo militante islâmico] Al-Shabab para combater a jihad, como o marido acreditava que ele estava fazendo quando bombardeou o metrô".

Germaine Lindsay e Samantha Lewthwaite / Crédito: Divulgação/Netflix

 

O possível aparecimento da mulher Quênia não foi comum. Ela é acusada por posse de explosivos e conspiração, além de possivelmente estar envolvida com um atentado realizado no shopping Westgate, em Nairobi. Segundo autoridades do Quênia, ela teria fugido, em 2011, para a Somália usando um passaporte falso, como fez para chegar ao país e continuou fazendo após o crime.

"Se, como diz o ministro das Relações Exteriores, havia uma mulher britânica envolvida 'que já havia feito isso várias vezes antes', há uma forte possibilidade de que possa ser Samantha Lewthwaite”, afirmou Taylor. As autoridades levantam a hipótese de ela estar envolvida com inúmeros atentados no Quênia, principalmente entre 2011 e 2015.

Desaparecida desde então, é possível que ela tenha usado identidades diferentes e fraudulentas para escapar da justiça queniana, que a procura incessantemente. Mas a procura por Samantha Lewthwaite ganhou relevância internacional e a Interpol se envolveu no caso — a organização já emitiu um aviso vermelho para sua prisão.

Para o jornalista da BBC, ela se tornou quase uma "figura mitológica" e seu paradeiro segue como um mistério.


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