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Matérias / Entretenimento

O filme que Nicolas Cage fez, mas 'nunca' irá assistir

“É muito bizarro e maluco para mim”, afirmou o ator

Redação Publicado em 18/06/2022, às 08h00

Nicolas Cage em “O peso do talento” (2022) - Divulgação/Lionsgate Films
Nicolas Cage em “O peso do talento” (2022) - Divulgação/Lionsgate Films

Um verdadeiro ícone do cinema, Nicolas Cage é conhecido por filmes que deram muito certo com o público e com a crítica, como “Despedida em Las Vegas” (1996), que lhe rendeu um Oscar — e outros que nem tanto, a exemplo de “O Apocalipse” (2014).

Por ser um verdadeiro oito ou 80 no cinema que o ator teve a oportunidade de avaliar os altos e baixos de sua carreira em seu mais novo projeto, uma comédia que garantiu que “nunca” verá por ser “muito bizarro e maluco” para ele.

Isso porque, com o longa-metragem, a possivelmente desconfortável experência de ver a si mesmo atuando chegaria a um nível mais extremo para Cage: na produção, o ator vive duas versões de si mesmo.

“O peso do talento”

Chegando aos cinemas do Brasil no último mês, “O peso do talento” (The Unbearable Weight of Massive Talent) é o título que Nicolas Cage afirmou que não tem planos de revisitar, ainda que seja uma espécie de “homenagem” a sua carreira.

“Eu nunca vou ver esse filme”, afirmou à Variety. “Disseram-me que é um bom filme. Disseram-me que as pessoas adoram e estão gostando do ‘passeio’, mas fiz isso para o público. É demais para mim ir à estreia e sentar lá com todo mundo. Psicologicamente, isso é muito bizarro e maluco para mim.”

O longa de comédia e ação traz uma versão ficcional de Cage que está prestes a aceitar o fim de sua carreira — com uma aposentadoria quase forçada por conta da falta de projetos — que é convidada para participar da festa de aniversário de um fã bilionário, um super chefe do crime interpretado por Pedro Pascal que lhe oferece uma alta quantia de dinheiro.

Nesse meio tempo, a estrela acaba sendo recrutada pela CIA para espionar o anfitrião, tendo que usar seus talentos de atuação para descobrir mais sobre o líder do grande cartel de armas que vive na Espanha.

Por isso, no filme, o ator acaba vivendo "dois personagens": um deles é Nick Cage, ator mundialmente famoso, porém endividado e emocionalmente frágil; enquanto o outro é Nicky Cage, que seria uma réplica do seu eu do passado, mais rejuvenescido e desagradável.

“Um horror absoluto”

Além de afirmar que nunca irá ver o filme, o ator também contou à Variety qual foi sua reação ao receber o roteiro do filme, que possui uma natureza extremamente autoconsciente.

“Não havia nenhum músculo no meu corpo que me dissesse que eu deveria interpretar um personagem chamado Nick Cage, foi um horror absoluto”, contou.

“No entanto, o diretor me escreveu uma carta muito inteligente e sensível, e nessa carta eu sabia que ele era um verdadeiro entusiasta do cinema que gosta de alguns dos trabalhos anteriores. Ele queria fazer um filme sobre pessoas, não sobre caricaturas ou desenhos animados”, completou.

O diretor, Tom Gormican, comentou sobre o projeto: “[Cage] só queria ter certeza de que não estávamos querendo tirar sarro dele ou tirar sarro das coisas que ele fez. Levamos isso a sério e, uma vez que ele entendeu isso, ele ficou cada vez mais confortável com [o co-roteirista Kevin Etten] e eu como cineastas”.

Em outra entrevista sobre “O peso do talento”, ao The New York Times, Cage reconheceu que muitos filmes em que atuou não deram certo, mas ainda garantiu que todos eles contam com ao menos um elemento ou cena do qual se orgulha.

“Quero deixar isso claro”, começou. “Seja qual for essa percepção ou aura que a internet ou certos críticos possam ter, há um fato real, na minha opinião: tudo o que fiz para me livrar das dívidas foi feito com o mesmo mesmo nível de comprometimento que eu sempre tive”.

Ele completou: “Defendo o meu trabalho. E se neste filme há cenas questionando ‘o que aconteceu com você?’, o fato é que eu consegui interpretar Nick Cage do jeito que fiz porque nunca parei de trabalhar. Continuei praticando e aprimorando”.