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O histórico julgamento de O.J Simpson afetou uma das famílias mais populares dos EUA; entenda!

Em 1994, o então famoso jogador de futebol americano foi acusado de ter cometido dois assassinatos, em um dos crimes mais relembrados do país

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 19/06/2021, às 08h00

O.J. Simpson em julgamento de 2001 e família Kardashian, respectivamente
O.J. Simpson em julgamento de 2001 e família Kardashian, respectivamente - Getty Images

O Caso O.J. Simpson é um dos mais conhecidos e revisitados crimes da história dos Estados Unidos. Em mais de um ano de julgamento, que começou em 1994, 133 testemunhas foram ouvidas e mais de 50 mil páginas foram preenchidas em autos, segundo o UOL.

O famoso jogador de futebol americano O. J. Simpson tinha uma longa e importante carreira no esporte. Ele era uma celebridade que conquistou admiradores, fama e muito dinheiro. Há 27 anos, porém, seu nome foi parar na mídia por algo muito diferente.

O jogador foi acusado de um crime brutal: os assassinatos de sua ex-esposa Nicole Brown e de seu amigo Ronald Goldman. Os homicídios aconteceram em Los Angeles e os dois foram mortos por golpes de faca.

Esse crime parou os Estados Unidos, mas também trouxe caos para uma das famílias mais conhecidas do país. O sobrenome Kardashian ficou marcado na mídia durante o julgamento do crime, especialmente pela relação de Robert Kardashian com O.J. Simpson.

Os dois eram amigos próximos e Robert, inclusive, foi um dos advogados do time de profissionais que atuou na defesa do esportista. No entanto, essa não era a opinião de Kris Jenner, que não acreditava na inocência de Simpson.

A matriarca da família Kardashian era amiga pessoal de Nicole Brown, ex-esposa do jogador que foi assassinada. Em lados opostos no julgamento, os dois viveram um grande conflito que afetou intensamente a dinâmica familiar dos Kardashian.

“Separando” a família

Em outubro de 2020, a socialite e empresária Kim Kardashian falou sobre o episódio que aconteceu há quase 30 anos durante uma entrevista ao programa My Next Guest No Need No Introduction with David Letterman (O Próximo Convidado Dispensa Apresentações com David Letterman, em tradução livre). A conversa foi repercutida pela revista People

Para Kim, o fato de os pais estarem em lados completamente opostos fez com que a família fosse dividida, trazendo muitas tensões para a dinâmica entre eles. Entre 1994 e 1995, os Kardashians estiveram ligados ao julgamento de maneira ativa.

"Isso separou minha família, eu diria, durante todo o período do julgamento", afirmou a empresária, como noticiou o UOL.

Assim que O.J. Simpson acabou sendo acusado pelos crimes, foi Robert Kardashian quem leu uma carta do jogador para a imprensa americana. Depois disso, quando ele decidiu fugir da polícia, o chefe da família Kardashian também foi peça fundamental para acabar com a perseguição policial.

Em 17 de junho de 1994, o atleta entrou em seu Ford branco e foi seguido por uma enorme quantidade de policiais. Enquanto fugia, ele falava ao telefone com o chefe da polícia local, ameaçando cometer suicídio, mas também negociando uma maneira de se render.

Pouco depois de a acusação se espalhar pelo país por meio da mídia, Robert também disse a Simpson que ele poderia ficar na casa de sua família enquanto esperava a poeira baixar. A posição do advogado, assim, estava definida: ele defenderia o amigo do crime do qual ele estava sendo acusado.

Kris Jenner, por outro lado, acreditou desde o começo nos familiares das vítimas, apoiando os filhos de Nicole Brown e O.J. Ela acreditava que a amiga tinha sido assassinada pelo ex-marido. 

“Minha mãe foi extremamente explícita em seus sentimentos — ela acreditava que sua amiga foi assassinada por ele e isso foi realmente traumatizante para ela. E então íamos para a casa do meu pai e lá era uma situação totalmente diferente”, explicou Kim.

Ela tinha apenas cerca de 14 anos quando o crime aconteceu. Kim relembrou: "Era hora do jantar, estávamos todos sentados e eu atendi o telefone. Era uma ligação da prisão, e era OJ, e entreguei o telefone para minha mãe porque ele queria falar com ela. E eu simplesmente me lembro deles entrando nisso”.

“Nós realmente não sabíamos em que acreditar ou de que lado assumir quando crianças, porque não queríamos ferir os sentimentos de um dos nossos pais”, completou. "Isso separou minha família, eu diria, durante todo o tempo do julgamento".

Simpson foi absolvido dos dois crimes em 3 de outubro de 1995. Em 1997, porém, um júri civil condenou o ex-atleta, que foi condenado a pagar US$ 33,5 milhões para parentes das vítimas, sendo responsabilizado pelos assassinatos.


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