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O inesperado e — trágico — relacionamento de Marilyn Monroe e Frank Sinatra

As duas estrelas estadunidenses se envolveram nos anos 1960, pouco antes da atriz falecer devido a uma overdose

Isabela Barreiros Publicado em 08/02/2020, às 09h00

Marilyn Monroe e Frank Sinatra
Marilyn Monroe e Frank Sinatra - Divulgação

A lendária atriz americana é conhecida por suas performances e sua notável beleza. Considerada o maior sex symbol da História de Hollywood, Marilyn Monroe fascina o mundo até hoje. Encantou, também, durante sua vida, muitos homens com os quais foi casada. No entanto, um de seus romances, — que não veio a terminar em uma consolidada união — é especialmente inesperado.

Marilyn Monroe e Frank Sinatra tiveram um caso nos anos 1960, antes da atriz falecer devido a uma overdose. Pelo que se sabe, o relacionamento era sério — tão sério que o cantor até pensou em propor o casamento à estrela. No entanto, as circunstâncias não eram tão simples assim.

O relacionamento foi investigado pelo biógrafo Charles Casillo, que escreveu inúmeros livros sobre Monroe, como Marilyn Monroe: The Private Life of a Public Icon (2018) e The Marilyn Diaries (1999), e hoje mantém um podcast sobre a vida da icônica atriz, que leva o nome de The Killing Of Marilyn Monroe. Além dele, o biógrafo de Sinatra, James Kaplan, em Sinatra: The Chairman (2015), também corrobora com a tese.

Crédito: Getty Images

 

Casillo diz que, “como muitos homens, Frank Sinatra caiu sob seu feitiço. Ele a tratou como se nunca tivesse tratado outra mulher. Ele era muito protetor com ela”. Como ela estava passando por um momento especialmente difícil em sua vida, devido aos abusos das drogas, o cantor se colocou como um apoio para que ela pudesse se reestabelecer.

Kaplan concorda e afirma: "não havia dúvida de que Frank estava apaixonado por Marilyn". Ele até mesmo tinha planejado pedi-la em casamento para “salvá-la de si mesma”. Mas o pedido não andou conforme ele havia planejado.

De acordo com o podcast sobre o sex symbol, Sinatra decidiu que ia fazê-lo, e foi, assim, contar ao seu advogado. "Na verdade, ele foi ao advogado e disse: 'Acho que vou me casar com Marilyn', e o advogado dele fez com que ele voltasse atrás”.

Casillo afirma que o profissional teria dito: “não case com ela. Ela vai se suicidar, e se ela se matar durante o tempo em que for a esposa de Frank Sinatra, você entrará na história como o homem responsável pela morte de Marilyn Monroe”.

Crédito: Wikimedia Commons

 

De fato, a atriz morreria pouco tempo depois. No dia 6 de agosto de 1962, Eunice Murray, governanta de Monroe, foi surpreendida ao bater várias vezes na porta do quarto da atriz e não receber uma resposta. Aflita, entrou em contato com Ralph Greenson, psiquiatra que acompanhava Marilyn.

Ao invadir o quarto pela janela, Greenson encontrou o símbolo de Hollywood nua e aparentemente desmaiada em sua cama. Notou também inúmeros frascos de remédios ao lado do corpo: depois de tomar 40 pílulas, a estrela estava morta.

Outra versão dos fatos, porém, explicada por Kaplan em seu livro, diz que Sinatra pediu, sim, a modelo em casamento. Ela simplesmente não aceitou a proposta. Alguns dos entrevistados para o desenvolvimento da biografia alegaram que ela havia recusado porque estava reacendendo um romance com seu ex-marido, Joe DiMaggio.

Marilyn e Frank se conheceram em 1954, quando os dois ainda eram casados com pessoas diferentes. A primeira estava quase no final de seu relacionamento com DiMaggio, e o segundo ainda estava com Ava Gardner. Mas foi por volta de 1961 que eles realmente se envolveram, permanecendo juntos por meses.


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