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O perigo vem do céu: Os homens que foram atingidos por meteoritos em 1888

De acordo com estudo publicado em 2020, um deles chegou a morrer com o impacto

Fabio Previdelli Publicado em 03/01/2021, às 10h00

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Imagem ilustrativa - Pixabay

Há 65 milhões de anos, a queda de um meteoro em nosso planeta foi o causador, como muitos cientistas acreditam, da extinção dos dinossauros e da ascensão dos mamíferos.

O impacto foi responsável por uma das maiores extinções em massa de nosso planeta, com 75% da vida deixando de existir nesse processo. Era o fim da era Mesozoica.  

Porém, a queda de meteoros e meteoritos na Terra é muito mais rara do se imagina, mesmo assim, isso não significa que ela não acontece. Em 30 de novembro de 1954, por exemplo, Ann Hodges foi atingida por um meteorito enquanto dormia no sofá de sua casa, no Alabama, Estados Unidos.  

Na ocasião, uma rocha de 4 quilos não só atravessou o teto de sua residência, como também destruiu seu aparelho de som e atingiu sua perna esquerda. Apesar do impacto arrebatador, Hodges não morreu. 

Até então, esse era o único caso comprovado de um pedregulho espacial que atingiu diretamente uma pessoa. Porém, essa constatação mudou esse ano, com um estudo conduzido por arquivistas da Universidade de Ege, na Turquia. 

No passado

Segundo os profissionais, em 22 de agosto de 1888, um meteorito não só atingiu o topo de uma colina na cidade de Suleimânia, no Iraque, como também acertou duas pessoas. De acordo com o material analisado, a rocha espacial deixou um deles paraplégico e matou o outro.  

Conforme relatado em cartas escritas naquela época, por autoridades locais, no momento do desastre estava acontecendo um evento muito especial: uma chuva de meteoros — que durou por volta de 10 minutos.  

Vale ressaltar que: meteoro é o nome dado a luz que é gerada quando um meteorito (que nada mais é que a pedra em si) se aproxima do planeta.

Devido ao atrito com a atmosfera, na maioria das vezes, essa rocha espacial acaba se desintegrando. Como consequência, na maioria dos casos, o meteorito vira pó antes de atingir do planeta.

Porém, ainda assim, há casos de fragmentos que ‘sobreviveram’ e acabaram se chocando com a superfície da Terra. Como foi o que aconteceu na Rússia, em 2013.  

Os documentos levantados pelos arquivistas — que estavam escritos em turco otomano —, apontam que além das duas vítimas, os meteoritos também atingiram algumas plantações da região.  

Relatos

Nas cartas, ainda, existem relatos de moradores que se depararam com uma “bola de fogo” sobrevoando pelo céu em uma cidade próxima, antes do meteorito atingir a colina e acertar os dois homens pouco afortunados, afinal, é mais fácil ser atingido por um raio — uma chance em um milhão — do que por um meteorito.  

Mesmo assim, apesar de, como já explicado, a maioria desses objetos nem chegarem ao solo, ainda assim, muitos deles penetram nossa atmosfera.

Segundo estimativa da NASA, cerca de 44 toneladas de material meteorítico caem em nosso planeta todos os dias. 

“Quase todo o material é vaporizado na atmosfera da Terra, deixando uma trilha brilhante carinhosamente chamada de ‘estrelas cadentes’. Vários meteoros por hora geralmente podem ser vistos em qualquer noite. Às vezes, o número aumenta dramaticamente — esses eventos são chamados de chuvas de meteoros”, explica a Agência Espacial. 

Os pesquisadores da Universidade de Ege acreditam que as três cartas que estudaram foram enviadas para análise de algum órgão governamental junto de amostras do meteorito que fez uma vítima fatal. Entretanto, esses fragmentos não foram encontrados em nenhum museu da região.


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