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Conheça a curiosa jornada do pênis de Napoleão Bonaparte

Sem descanso final, o órgão desmembrado viajou por muitas mãos através do ocidente

Joseane Pereira Publicado em 07/07/2019, às 08h00

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- Reprodução

No ano de 1977, o órgão reprodutor do famoso imperador e líder militar Napoleão Bonaparte foi vendido a um investidor por 3 mil dólares. O pênis desmembrado media pouco menos de quatro centímetros e, curiosamente, cada centímetro foi avaliado em cerca de mil dólares. 

Provavelmente, a única coisa mais estranha do que um pênis avaliado em 3 mil dólares seja o caminho trilhado pelo órgão no mundo ocidental – que durou mais de 50 anos.

Longa trajetória

Napoleão faleceu durante seu exílio na ilha de Santa Helena, em 1821, provavelmente vítima de câncer no estômago. Na época, uma autópsia foi feita em seu corpo. Segundo Tony Perrottet, autor de Privados de Napoleão: 2.500 anos de história descompactados, o médico que realizou a autópsia teria retirado o pênis e lhe ofertado a um padre, que o levou para a Córsega. Em 1916, o órgão caiu nas mãos de um colecionador britânico, se tornando uma relíquia pública nos 50 anos subsequentes.

O pênis de Napoleão Bonaparte / Crédito: Reprodução

 

“O pênis adquiriu um status mítico”, afirma Perrottet. “Estava em uma pequena caixa de couro, congelado pelas temperaturas frias. Ele não foi colocado em formaldeído, o que piorou o desgaste”.

Em 1927, ele foi exposto em Nova York por um negociante de livros raros que o comprara três anos antes.

Finalmente, em 1977, o urologista e professor Lattimer resolveu investir seus 3 mil dólares para acabar com toda aquela notoriedade. Mantendo-o debaixo de sua cama, ele se recusava a mostrar o órgão a qualquer um que pedisse para vê-lo. Em 2007, quando Lattimer faleceu, o curioso artefato foi herdado por sua filha Evan, que o mantém guardado desde então.