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O que o principal suspeito do caso Madeleine McCann disse pela primeira vez?

No começo do mês, uma carta de Christian Brueckner foi divulgada pela imprensa alemã

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 29/06/2021, às 15h46

Pôster sobre o desaparecimento de Madeleine McCann
Pôster sobre o desaparecimento de Madeleine McCann - Getty Images

O mundo conhece o caso Madeleine McCann há mais de uma década: foi na noite de 3 de maio de 2007, que a menina de quatro anos desapareceu do quarto de hotel em que estava com seus irmãos mais novos durante uma viagem de férias à Praia da Luz, em Portugal.

Desde então, foram usados recursos que custaram mais de 70 milhões de reais e forças policiais de mais de um país que investigaram mais de 600 suspeitos iniciais, incluindo até mesmo os pais da criança. No entanto, a investigação não chegava a nenhuma prova concreta do que havia acontecido com Madeleine McCann.

13 anos depois do desaparecimento, uma reviravolta tomou o caso, fazendo com que o mundo inteiro se atentasse ao antigo crime novamente. Em junho do ano passado, autoridades alemãs identificaram um novo suspeito para o rapto da menina: Christian Brueckner, um homem alemão na casa dos 40 anos com antecedentes criminais envolvendo estupro e pedofilia. 

O que disse o suspeito

Christian Brueckner, suspeito do rapto de Madeleine McCann / Crédito: Getty Images

 

Apontado pela polícia alemã como suspeito do crime desde o ano passado, Brueckner falou sobre o caso apenas recentemente. Como divulgou o jornal O Globo, ele enviou uma carta à mídia local, que foi repercutida mundialmente no começo do mês, visto que ele nunca tinha falado sobre o caso anteriormente.

Segundo Christian, as autoridades estão "perseguindo uma pessoa inocente" em uma investigação caracterizada por ele como um “escândalo”. O jornal britânico The Sun foi responsável pela tradução do texto, que foi divulgado em sua língua original, o alemão, no dia 8 de maio.

Por meio da carta, foi possível saber que o suspeito do rapto de Madeleine McCann está preso em Oldemburgo, estado alemão da Baixa Saxônia, onde cumpre pena por ter abusado sexualmente de uma idosa moradora de Portugal em 2005. O homem também fez críticas severas à condução da investigação. 

"Cobrar um acusado é uma coisa. Outra bem diferente — ou seja, um escândalo inacreditável — é quando um promotor inicia uma campanha pública para prejudicar alguém antes do início do julgamento. Liberdade de expressão não é um direito para que todos digam e escrevam o que querem. A liberdade de expressão não protege a maioria. Protege a minoria. Protege as opiniões mais lógicas, mais convincentes ou mais populares", escreveu na carta.

Persistindo na crítica, Brueckner afirmou que os responsáveis pela investigação “trazem uma vergonha para o judiciário” ao realizarem uma campanha contra ele mesmo antes de o julgamento ter começado. 

"Apelo aos promotores públicos que renunciem aos seus cargos. Ambos estão provando por meio de minha condenação arbitrária no passado e por meio de sua escandalosa campanha de perseguição contra mim, uma pessoa inocente, no presente, que eles não são adequados para os cargos de advogados do povo alemão, que é honesto e confiável”, afirmou.

A investigação que o apontou como suspeito

Fotografia de Madeleine McCann / Crédito: Getty Images

 

Brueckner responde por outros crimes, além de ser suspeito no caso Madeleine. Como mencionado, ele está preso atualmente após ter sido condenado por abuso sexual de uma idosa em Portugal em 2005. O alemão também é investigado pelo desaparecimento da jovem Inga Gehrike, de apenas 5 anos de idade, em 2005.

O homem também é considerado pela justiça alemã como um pedófilo reincidente, além de ter roubado hotéis e apartamentos de veraneio em Portugal entre 1995 e 2007 e vendido drogas. 

A investigação aponta ainda que o alemão estaria na mesma região que os pais da jovem passavam férias naquele maio de 2007. Ele também teria transferido um de seus carros para o nome de outra pessoa no dia em que a menina desapareceu. Outras evidências, mais recentes, estão sendo mantidas em sigilo durante essa fase da investigação. 


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