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O que sabemos até agora sobre as novas pistas do caso Madeleine McCann?

Nas últimas semanas, novos indícios reacenderam a investigação que já dura quase duas décadas — e que parece estar mais próximo do que nunca de ser encerrada

Fabio Previdelli Publicado em 05/07/2020, às 09h00

Retrato de Madeleine McCann
Retrato de Madeleine McCann - Getty Images

O enredo muitos já conhecem, mas sempre é bom resgatar os mínimos detalhes. Voltamos para maio de 2007. A família britânica dos McCann está na vila da Luz, na cidade de Lagos, em Algarve (Portugal), para aproveitar às férias em família.

Tudo corria bem, entretanto, na noite do terceiro dia do mês, a garota Madeleine, de apenas três anos havia desaparecido do quarto do casal Gerry e Kate. Como já havia se tornado rotina, o dois saiam todas as noites para se encontrar com um grupo de amigos e, periodicamente, algum deles saia da mesa e ia até o quarto para verificar como estavam as crianças.

Porém, em uma dessas rondas, notaram que a jovem Maddie não estava mais no quarto e imediatamente a polícia foi acionada. Às 23 horas a Guarda Nacional Republicana (GNR) chega à Praia da Luz e em menos de 50 minutos a Polícia Judiciária é alertada e as buscam começam — com a ajuda da Polícia de Segurança Pública (PSP).

Kate e Gerry McCann segurando um cartaz sobre o desaparecimento de Madeleine / Crédito: Getty Images

 

À meia-noite os agentes da Polícia Judiciária chegam ao local e uma equipe da polícia científica começa a vasculhar o quarto. Pouco depois, o tenente-coronel da GNR, Costa Cabral, retifica que as buscas irão continuar por toda a noite.

Grupos da Polícia Marítima e um helicóptero da Proteção Civil se juntam à operação, que em poucas horas ganharia a tela de todos ps noticiários locais — e pouco depois de diversos veículos ao redor do mundo.

Às 12 horas do sábado seguinte, dia 5, a Polícia Judiciária revela que há a suspeita do crime de rapto da criança e que eles já possuem um esboço do eventual investigado. Dias depois, após os investigadores não encontrarem mais um caminho para seguir, os pais de Madeleine se tornam os principais suspeitos pelos policiais. Além disso, a opinião pública começa a virar contra eles, que são criticados por deixarem a filha sozinha.

Após todo esse imbróglio e já muito abatidos, Gerry e Kate deixam de ser investigados, mas as boas notícias acabam por aí, afinal, devido a demora policial, os rastros deixados por Madeleine e seu suposto sequestrador desaparecem com o tempo.

De lá pra cá, 13 anos depois, apesar de já sem muita esperança, os pais de Maddie ainda continuam buscando pelo paradeiro de sua filha. Porém, uma reviravolta nas últimas semanas reacendeu o caso e a possibilidade de um ponto final no desaparecimento de Madeleine parece cada vez mais próximo — apesar disso não significar que a garota ainda esteja viva.

Desenho do suspeito de sequestrar Madeleine McCann / Crédito: Wikimedia Commons

Mas o que há de novo no caso?

3 de junho de 2020

Após mais de treze anos de buscas, a Scotland Yard anuncia que encontrou um novo suspeito para o crime. Sem ter a identidade revelada, para não atrapalhar as investigações, os agentes dizem que se trata de um prisioneiro alemão que estava na vila portuguesa quando Maddie desapareceu. O homem estava sob detenção por um assunto “não relacionado” e mesmo tendo “condenações anteriores” e se recusou a fornecer quaisquer detalhes sobre o caso.


4 de junho de 2020

Mais informações do suspeito começam a pipocar. Desta vez, já sabemos que o acusado se trata de um pedófilo que residiu na cidade portuguesa entre 1995 e 2007. Além do mais, sabe-se que o homem, de 43 anos, também roubava hotéis da região e vendia drogas por lá. Mesmo com o andamento do caso, os promotores não se mostram otimistas e Hans Christian Wolters, dá seu veredito: “Nós assumimos que a garota está morta”.


5 de junho de 2020

Se antes a identidade do suspeito era um mistério, agora ela é pública: trata-se de Christian Brückner, que foi condenado no ano passado por estuprar uma idosa na mesma cidade onde Madeleine desapareceu. Além do caso McCann, o alemão também é investigado pelo sumiço da menina Inga Gehrike, de cinco anos, que sumiu durante um churrasco em família em 2015.

Retrato de Christian Bruckner / Crédito: Divulgação

 


9 de junho de 2020

Segundo o promotor que está investigando o caso, Hans Christian Wolters, supostas evidências comprovam que Madeleine deve estar morta. Por mais que o alemão não tenha especificado publicamente quais indicações apontam isso, ele afirmou que é a versão mais provável. Além do mais, ele diz que Brueckner ainda não deve ser levado à julgamento por falta de evidências concretas contra ele.


15 de junho de 2020

De acordo com uma fonte ligada a polícia portuguesa, as provas colhidas pelas autoridades alemãs são cada vez mais “contundentes”. Christian Brueckner também passou a ser considerado suspeito pela polícia portuguesa. Pessoas que o conheceram alegam que o homem possui um comportamento agressivo e pouco confiável, além do mais, um vizinho do rapaz disse que ele invadiu uma casa para morar ilegalmente, sem pagar o aluguel, e que teria saqueado o lugar após sair de lá.


16 de junho de 2020

Após a mídia internacional saber que Madeleine deve estar morta, desta vez foi a vez de uma carta oficial escrita por Hans Christian Wolters ser direcionado aos pais da menina britânica. Assim, Kate e Gerry foram informados de que há “evidências concretas” de que a filha do casal está morta.

"Escrevemos para os McCanns, para informá-los de que Madeleine está morta e explicando que ainda não podemos revelar as evidências”, declarou Wolters. "Temos evidências concretas de que nosso suspeito matou Madeleine. A polícia britânica foi informada, mas não tem as evidências que temos. Os resultados de nossa investigação foram compartilhados, mas não passamos todos os detalhes para a Scotland Yard”.


17 de junho de 2020

De acordo com o portal Sky News, a polícia portuguesa deve testar uma prova que pode ser fundamental para a solução do caso: uma amostra de saliva coletada no apartamento onde a pequena teria sido raptada. A intenção é confirmar se a evidência corresponde com o DNA de Christian Bruckner.


22 de junho de 2020

Serafim Vieira, ex-advogado do principal suspeito pelo desaparecimento de Madeleine McCann, diz acreditar que seu antigo cliente pode ser o verdadeiro culpado pelo crime. Em entrevista à TV RTP, de Portugal, ele declarou: "Acho que ele pode estar por trás do sumiço de Madeleine". Vieira ainda disse que vê em Brueckner traços de pessoas psicopatas.


2 de julho de 2020

Apesar de o mundo estar se virando contra Christian Brueckner, ao menos seu advogado não o enxerga como um “monstro psicopata”. Ao contrário do que a Justiça alemã está afirmando, Friedrich Fulscher disse: “Minha experiência com ele é a de um interlocutor muito calmo e amigável, e a atmosfera entre nós sempre foi muito agradável”.

Foto de Madeleine McCann / Crédito: Divulgação

 

Este foi o último dos mais recentes capítulos envolvendo o Desaparecimento de Madeleine McCann e, agora, parece que é só uma questão de tempo até que as últimas peças deste quebra-cabeça, de quase duas décadas, seja, enfim, completado.


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