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O segredo guardado pela ex-noiva de Freddie Mercury

Inspirado por casos com Charlie Chaplin e Elvis Presley, o vocalista fez questão de solicitar sigilo para a principal companheira da vida

Wallacy Ferrari Publicado em 04/10/2020, às 09h00

Freddie Mercury em apresentação com o Queen na Hungria
Freddie Mercury em apresentação com o Queen na Hungria - Divulgação/Youtube/VIDEO REMASTER ITA/23.12.2018

A personalidade enérgica de Freddie Mercury foi interrompida no final da década de 1980, quando o vocalista do Queen descobriu que seu exame de sangue apontou o diagnóstico de AIDS. Da ocasião em diante, o cantor passou a ficar cada vez mais recluso na mansão Garden Lodge — local que antes era palco de festas extravagantes.

Focando apenas em trabalhar para construir um legado ainda maior, o músico passou os últimos anos da vida gravando músicas e videoclipes com a banda, até ser impossibilitado pela saúde. Quando tal fato ocorreu, sua rotina não passava dos limites de sua residência, realizando apenas jantares como compromissos públicos.

Para não ficar ainda mais sozinho do convívio humano, o apego de Freddie pelos dois principais amores de sua vida se intensificaram antes de sua partida; Jim Hutton, namorado do bigodudo por mais de seis anos, e Mary Austin, ex-noiva e melhor amiga. Juntos, ficaram responsáveis em ouvir, ajudar e entender os últimos desejos de Freddie.

Mary Austin, Jim Hutton e Freddie Mercury reunidos em foto / Crédito: Divulgação/Twitter/queenarchive/04.12.2018

 

Último desejo do cantor

Visto que, no início da década de 1990, os avanços para o tratamento da AIDS ainda engatinhavam, Freddie tinha uma sentença de morte para enfrentar. Mesmo assim, reagiu de maneira plena, planejando diversas formas de realizar sua despedida. Desde passeios pelos corredores da mansão e presentes vitalícios para pessoas que amou ao longo da vida, Hutton e Mary ficaram responsáveis pela execução.

A loira seria a mais favorecida de acordo com o testamento, herdando casas, royalities, direitos de imagem, peças de arte e mais uma fortuna em dinheiro, porém, ficaria responsável por sanar os interesses mais difíceis. Um deles, revelado pelo artista de maneira confidencial para a ex-noiva, seria com base em outras celebridades.

As tentativas de roubo do cadáver de Elvis Presley, em 1977, e de Charlie Chaplin, em 1978, revelaram a insegurança que os fãs obcecados ou ladrões podem proporcionar aos familiares e amigos de um artista falecido.

Por isso, Freddie pediu que seu corpo fosse cremado, com as cinzas sendo passadas para a amiga. Dessa maneira, seriam depositadas em um local realmente sossegado, livre de possíveis episódios conturbados.

Cenas do funeral de Freddie Mercury, com Mary Austin / Crédito: Divulgação/YouTube/JamesRundle/24.11.2019

 

Após a morte

A cerimônia funerária do músico contou apenas com amigos próximos, em clima fúnebre e com o máximo de simplicidade. O caixão de madeira era o mais simples disponível, posteriormente sendo queimado junto ao cadáver. A urna de cinzas foi dada a Mary, que passou a ser extremamente assediada por familiares e a imprensa para saber onde as mesmas seriam depositadas.

Recusando conversas com os veículos, preferiu se manter em silêncio até o fim da cobertura a morte do ex-companheiro. Conforme noticiado pela Rolling Stone, a loira esperou o esquecimento para reservar o dia especial: “Eu disse que estava indo fazer um tratamento facial. Eu precisei ser convincente... Tinha que parecer mais um dia normal para que a equipe não suspeitasse de nada”.

Com a urna escondida, Mary saiu de casa sem fazer alarde e espalhou as cinzas em algum lugar da Europa. O pedido do astro foi anunciado apenas em 2019, porém, sem revelar o local onde os restos mortais foram depositados. Esse segredo, de acordo com a amada, será levado junto com ela do plano carnal.


++ VÍDEO: Conheça Jim Hutton, o grande amor de Mercury


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