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O — também — destino infeliz de John F. Kennedy Jr.

Com apenas 38 anos, o filho do ex-presidente americano perdeu a vida em um acidente trágico, entrando para a lista de terríveis mortes da família Kennedy

Alana Sousa Publicado em 08/07/2020, às 11h00

John F. Kennedy Jr. em foto colorida
John F. Kennedy Jr. em foto colorida - Wikimedia Commons

Uma das famílias mais influentes dos Estados Unidos fez sua história na política e também ficou marcada pelos eventos trágicos que ocorreram com seus membros. As macabras trajetórias juntas formam A Maldição dos Kennedy. Composta pelos assassinatos de John F. Kennedy e seu irmão, Robert F. Kennedy, além de suicídios, overdoses e acidentes fatais.

Esse também foi o caso de John F. Kennedy Jr, o filho mais novo do 35° presidente dos EUA. John era o primeiro menino do recém-eleito presidente americano, que estava no poder a apenas 17 dias e já era pai de outra criança, Caroline, na época já com 3 anos.

Passou os primeiros anos na Casa Branca, a vida que parecia estar tranquila logo de início sofreu uma perda inestimável. Três dias antes de comemorar seu terceiro aniversário, seu pai foi brutalmente assassinado a tiros em Dallas, no dia 22 de novembro de 1963. Um dia que seria de celebração para a família Kennedy, foi marcado pelo funeral que parou o país.

O último adeus foi um gesto de saudação que o garoto fez em direção ao caixão do pai, algo que Julian Goodman, na época, vice-presidente da NBC News, descreveu cena como “a mais impressionante da história da televisão”.

O último adeus de John F. Kennedy Jr. / Crédito: Wikimedia Commons

 

Vida intensa e curta

Após a morte de Kennedy, John se mudou com a mãe, Jacqueline Kennedy, e a irmã para um apartamento em Nova York. Cinco anos depois, outro evento trágico: Robert Kennedy, seu tio, também foi morto durante um evento público. Foi o ápice para Jackie que, amedrontada, resolveu ir viver fora dos EUA. “Se eles estão matando Kennedys, meus filhos são alvos... eu quero sair deste país”, revelou a ex-primeira dama.

Morando com mãe, que estava casada com Aristóteles Onassis, a família residia em Skorpios, uma ilha próxima à costa da Grécia. Sua vida foi tranquila nos anos que se seguiu; de volta ao seu país de origem, frequentou as melhores escolas e, após a formatura acompanhou Jacqueline em missões ao redor do mundo, ajudando países atingidos por terremotos e pela fome.

Em 1990, já com 30 anos, integrou o Ministério Público de Manhattan, aonde atuou como promotor por quatro anos. Entretanto, seu ofício estava com os dias contados. Fazendo pequenos trabalhos como jornalista, John considerou seguir o ramo, o que aconteceu de fato, cinco anos depois quando, junto com seu amigo Michael Berman fundou George, um jornal mensal de política e estilo de vida e moda.

A família Kennedy em foto pessoal / Crédito: Wikimedia Commons

 

A revista, que já não estava em seus melhores anos enfrentou seu declínio de verdade em 1997, fruto de desavenças entre os sócios, o que culminou com Michael vendendo toda a sua parte para John.

Acidente fatal

Mais uma vez, a saga de Kennedy teria uma reviravolta — só que dessa vez seria fatal. Casado com Carolyn Bessete desde 1996 e administrando a revista sozinho, também deu espaço para um de seus hobbys: pilotar. Conseguiu sua licença de piloto definitiva em 1998, mesmo sendo um pedido de sua mãe para que se mantivesse longe da prática. Com o evento de casamento de seu primo Rory chegando, John Kennedy decidiu que levaria sua esposa e cunhada Lauren em sua aeronave particular em direção ao aeroporto de Martha’s Vineyard.

Era 16 de julho de 1999, a aeronave decolou de Nova Jersey às 20h09. Quando o relógio atingiu as 22h, o controlador de tráfego aéreo do aeroporto alertou o escritório regional da Administração Federal de Aviação, em Connecticut. Não havia sinal do monomotor, que já deveria ter chegado ao seu destino.

Ao amanhecer começaram as buscas por algum sinal do avião e pelos cadáveres. As autoridades já não esperavam achar sobreviventes, já que estavam tentando localizar as vítimas no meio do Oceano Atlântico. Foram três dias de procura pelos corpos e pelos destroços da aeronave, no que seria mais uma tragédia para a família. Apenas após cinco dias que os três corpos foram encontrados, em meio às partes do monomotor que estava a 30 metros de profundidade.

Em entrevista ao jornal Orlando Sentinel, da Flórida, o examinador federal John McColgan, que testou as habilidades de Kennedy Jr. de manobrar um avião, disse que ele era um "piloto excelente". Por outro lado, Keith Stein, amigo de John, revelou que ele confessara que não se sentia em sua melhor forma para pilotar, e em sua última viagem necessitou de um copiloto.

John F. Kennedy Jr. / Crédito: Wikimedia Commons

 

A causa da queda do avião foi anunciada pelo Conselho Nacional de Segurança em Transportes (NTSB), que determinou que o erro do piloto fora a mais possível razão para o acidente: “A falha de Kennedy em manter o controle do avião durante uma descida sobre a água durante a noite, o que foi resultado de desorientação espacial”. A pergunta que perdura até hoje é: E se John Kennedy Jr. tivesse voado com um copiloto, a catástrofe poderia ser evitada?

Era mais uma perda para a histórica família americana, que em um evento para convidados honrou as três vítimas do acidente em uma cremação, espalhando as cinzas no mesmo oceano que viveram seus últimos momentos.


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