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Stephen Small, o empresário que foi sequestrado e enterrado vivo

Em 1987, durante um episódio trágico, o que era para ser um sequestro, acabou virando homicídio

Pamela Malva Publicado em 07/12/2019, às 09h00

O empresário Stephen Small em uma foto pessoal
O empresário Stephen Small em uma foto pessoal - Domínio Público

O dia de Nancy Small estava sendo como qualquer outro. Ela estava em sua casa, em Kankakee, Illinois, seu marido havia saído depois de uma ligação e tudo parecia bem. Até que ela recebeu um telefonema, às 15h30 do dia 2 de setembro de 1987.

Quando atendeu ao telefone, Nancy escutou uma voz dizendo que Stephen Small, seu marido, um homem de negócios, havia sido sequestrado. O homem, que se revelou o sequestrador, passou o aparelho para Stephen que explicou à mulher que ele estaria algemado em uma caixa que seria enterrada no subsolo.

Para que seu marido fosse solto, Nancy teria de juntar um milhão de dólares em dinheiro vivo. O sequestrador ainda exigiu que ela não ligasse para a polícia, ordem que a mulher não seguiu. Logo que desligou a ligação, ela avisou às autoridades, que, por sua vez, grampearam a linha da família.

Às 17h03, o sequestrador ligou novamente para perguntar se o dinheiro já tinha sido arrecadado. A ligação foi rápida, mas os investigadores conseguiram identificar que vinha de um posto de gasolina Phillips 66, em Aroma Park. O plano de gravar todas as ligações e continuar identificando as localizações, no entanto, saiu pela culatra.

Pouco tempo depois, às 17h40, foi a vez de Jean Alice Small, tia da vítima, receber as ligações. Para ela, o sequestrador disse que sabia sobre o grampo no telefone de Nancy, confirmou que Stephen havia sido enterrado e assegurou que, caso as coisas não acontecessem como ele queria, ele perseguiria e mataria o marido de Jean.

Mais tarde, às 23h28, Nancy recebeu outra ligação. Do outro lado da linha, pôde ouvir uma gravação de seu marido explicando as instruções para o resgate. Dessa vez, a chamada havia sido feita em um posto Sunoco, também em Aroma Park. Minutos depois, em outra ligação, o sequestrador disse que, como a polícia estava envolvida, ele não aceitaria o resgate.

Os sequestradores, entretanto, não esperavam que um oficial da polícia de Illinois veria seu carro com o porta-malas parcialmente aberto saindo de Kankakee e rumando em direção a Aroma Park. O veículo foi identificado como sendo de Nancy Rish.

Rapidamente, os oficiais identificaram onde Rish morava com seu namorado, Danny Edwards, em Bourbonnais. Assim que foram até a residência, em 3 de setembro, encontraram o carro visto no dia anterior. A casa foi revistada na mesma manhã e, mais tarde, Danny levou os policiais até o local onde a vítima havia sido enterrada.

Dentro do buraco na terra, uma caixa de madeira de compensado foi encontrada. Uma vez aberta, os policiais identificaram o corpo de Stephen já sem vida, junto de uma lâmpada conectada a uma bateria automotiva, um jarro de água, barras de chocolate, chiclete e uma lanterna.

Durante as investigações, o legista determinou que a vítima morreu de asfixia devido a sufocamento. Segundo o médico, Stephen não teria sobrevivido as mais de três ou quatro horas que ficou dentro da caixa fechada, já que o tubo instalado para respiração não seria o suficiente para mantê-lo vivo.

Nancy Rish e Danny Edwards foram considerados culpados de assassinato em primeiro grau e seqüestro agravado. Ambos foram sentenciados à pena de morte, mas, no dia 11 de janeiro de 2003, o governador de Illinois, George Ryan, alterou todas as sentenças de morte do estado para prisão perpétua — o que modificou o destino do casal.


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