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O vestido de Monroe: os bastidores da cena mais icônica de Hollywood

Por trás de todo o glamour, a lendária cena que está gravada até hoje no imaginário popular tem bastidores curiosos

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 18/01/2021, às 10h06

Atriz norte-americana Marilyn Monroe (1926-1962)
Atriz norte-americana Marilyn Monroe (1926-1962) - Wikimedia Commons

 A estrela de cinema Norma Jeane Mortenson, ou como ela é mais conhecida,Marilyn Monroe, foi sem dúvida imortalizada como um símbolo sexual, fazendo sucesso estrondoso não apenas durante sua vida, mas também após sua morte. 

Uma das imagens mais lembradas da atriz é justamente a que aparece com um vestido branco, marcado por uma saia plissada que é jogada para cima pelo ar que sai de uma grade de metrô nas ruas da cidade de Nova York, nos Estados Unidos. 

Por trás do famoso dia em que Marilyn foi filmada fazendo caras e bocas e mudando de pose a cada lufada de vento, todavia, existe não apenas uma fantasia masculina sendo trazida à realidade pelas lentes de Hollywood, mas também dor - da parte de Norma, especificamente, a mulher por trás do glamoroso ícone loiro. 

Na época, ela ainda não sofria com depressão, o que também não significava que sua vida andava as maravilhas. Era casada então com Joe DiMaggio, um bem-sucedido jogador de beisebol, e um marido ciumento. 

Fotografia de Monroe com DiMaggio / Crédito: Wikimedia Commons

 

Set de filmagens de Nova York 

O filme sendo produzido era “The Seven Year Itch”, ou, como foi o título aqui no Brasil, “O Pecado Mora ao Lado”. Curiosamente, a cena oficial, que conseguiu chegar ao corte final do longa, não foi gravada em Nova York, e sim na Califórnia mais tarde naquele ano. 

Apesar disso, aquele primeiro dia de gravações em 15 de setembro de 1954 não deixou de ser um evento e tanto. Mesmo sendo madrugada, uma multidão de fãs apareceu para assistir, todos tentando pegar o melhor ângulo e vibrando quando o vestido de Monroe subia. A atriz, inclusive, como precaução para garantir que não revelasse mais do que gostaria, estava usando duas calcinhas brancas. 

As filmagens duraram três horas para chegar ao fim, e resultaram em 14 tomadas. Como comentado anteriormente, entretanto, nenhuma delas acabou sendo usada no “The Seven Year Itch”. 

O The Guardian documenta que dado momento da madrugada, DiMaggio apareceu nas gravações. O fotógrafo George S Zimbel revela que o jogador apenas observou tudo  e saiu do set de maneira silenciosa. Tudo aconteceu com expressão que seria posteriormente descrita pelo diretor Billy Wilder como “olhar da morte”. As palavras dele foram repercutidas pelo jornal britânico DailyMail em 2009. 

Depois do set 

O que aconteceu foi que o marido de Marilyn Monroe havia achado a cena “exibicionista”, e isso o deixara possesso. Após sua rápida aparição no local das filmagens, DiMaggio voltou para o hotel e aguardou a volta da atriz com quem era casado havia menos de um ano. 

Durante esse período, inclusive, ele já a havia pedido para que se afastasse do cinema, querendo que os dois fossem ter uma vida simples longe dos holofotes, onde Norma pudesse ser uma dona de casa tradicional. 

Quando chegou à Califórnia para fazer as últimas cenas de “The Seven Year Itch”, Marilyn se divorciou do ex-jogador de beisebol alegando “crueldade mental”, de acordo com o The Guardian em reportagem de 2014. 

Legado

Atriz Marilyn Monroe em imagem colorizada / Divulgação / Klimbim

 

O fato é que Marilyn Monroe com um vestido de saia plissada voando se tornou uma parte indispensável da cultura pop, atravessando o limite do século 20 e ainda ecoando fortemente no 21. 

Em 2011, inclusive, o famoso vestido usado no set foi leiloado pelo incrível preço de 4,6 milhões. O fato é particularmente impressionante ao se levar em conta que o criador da peça, o estilista William Travilla, nunca deu muito valor à sua criação, inclusive referindo-se a ele em certa ocasião como “aquele vestidinho bobo”. 

Quem o vendeu foi a atriz Debbie Reynolds, que havia adquirido a roupa icônica por apenas 200 dólares no ano de 1971. Ela pretendia colocá-lo em uma espécie de “museu de Hollywood” que estava organizando, todavia, a perspectiva de falência próxima levou a norte-americana a precisar leiloar muitos de seus objetos preciosos, incluindo o vestido branco de Monroe.


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