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8 fatos curiosos sobre a princesa Isabel

Falecida há 98 anos, a herdeira de D. Pedro II marcou a história do Brasil de diversas formas

Joseane Pereira Publicado em 14/11/2019, às 07h00

Princesa Isabel do Brasil
Princesa Isabel do Brasil - Acervo FBN

No dia 14 de novembro de 1921, em uma comuna francesa na região da Normandia, morria a Princesa Isabel. Confira abaixo alguns fatos que marcaram sua trajetória.

1. Isabel foi herdeira do trono aos 11 meses

Primeira foto da Princesa, com cinco anos / Crédito: Wikimedia Commons

 

Após a morte de D. Afonso Pedro, aos 2 anos de idade, a Princesa Isabel se tornou herdeira presuntiva do trono brasileiro com apenas 11 meses. Esse título é dado quando não há nenhum outro herdeiro preferível.

Posteriormente, ela foi tirada de sucessão por D. Pedro Afonso, que também morreu na infância. Assim, o título retornou a ela.

2. Casou-se aos 18 anos de idade

Litografia das princesas Isabel e Leopoldina / Crédito: Wikimedia Commons

 

Seu casamento com o nobre francês Gastão de Orleãs, o Conde d’Eu, foi totalmente arranjado pelo pai. Após conhecer Isabel e sua irmã Leopoldina, ele teria afirmado que as duas eram “feias”, sendo Isabel “menos feia”. Em suas palavras, Isabel dizia ter começado a “sentir um terno amor” por ele. O casal ficou noivo em 18 de setembro de 1864, e e tiveram três filhos: Pedro de Alcântara, Luís e Antônio.

3. Teve complicações na gestação

Isabel teve seu primeiro filho apenas dez anos depois do casamento. O parto durou cerca de 50 horas, e a criança faleceu no útero da mãe. Para retirá-la, os médicos precisaram quebrar alguns ossos do bebê.

Sem conseguir engravidar novamente, Isabel viajou para Caxambu, Minas Gerais, para se banhar nas águas termais da cidade. Lá, prometeu erguer um santuário caso concebesse criança que tanto queria. Com o nascimento de Pedro de Alcântara, ela mandou erigir na cidade a Igreja de Santa Isabel de Hungria.

4. Foi a primeira senadora do Brasil

Em 1871, aos 25 anos, Isabel foi nomeada senadora por direito, sendo a primeira mulher eleita para o cargo. Também foi a primeira mulher a ser Chefe de Estado em todo o continente Americano.

5. Isabel regeu o Brasil por 3 vezes

Conde d'Eu, Pedro II, Teresa Cristina e Isabel, 1875 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Quando D. Pedro II se ausentava do país, deixava as funções de chefe de Estado nas mãos da filha. Na primeira ocasião, em 1871, ela sancionou a Lei do Ventre Livre junto ao Visconde do Rio Branco. Já na terceira, ocorrida entre 1887 e 1888, a princesa aderiu abertamente à causa abolicionista, se envolvendo com figuras como Joaquim Nabuco. Em 13 de maio de 1888, ela assinou a Lei Áurea, que aboliria a escravidão, ficando conhecida como “A Redentora”.

6. Sua mediação na abolição da escravatura é fruto de controvérsias

Embora a princesa tenha sido exaltada por abolir a escravidão, muitos historiadores discordam desse crédito dado a ela. Acontece que o sistema escravista já estava ruindo aos poucos, devido a várias frentes que estavam pressionando esse sistema, como os quilombos, os abolicionistas e as cartas de alforria, em um longo processo de luta.

Portanto, acreditar que a alforria dos escravizados foi apenas fruto de sua benevolência é simplificar a História.

7. Faleceu e foi enterrada na França

Em 15 de novembro de 1889 a República foi proclamada, exilando a família Imperial do país. Isabel foi para a França, vivendo grande parte do seu exílio nos arredores de Paris, no castelo d’Eu. Isabel faleceu no dia 14 de novembro de 1921, e caso a Monarquia não tivesse caído, ela teria governado por 30 anos como Sua Majestade Imperial, Isabel I, Imperatriz Constitucional e Defensora Perpétua do Brasil.

8. Teve o corpo enviado ao Brasil

Em 1971, os restos mortais de Isabel foram trasladados para o Brasil, em seu descanso final. Hoje, ela está sepultada na catedral de São Pedro de Alcântara, na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Lá também estão seu esposo, o Conde d’Eu ,e seus pais, D. Pedro II e Teresa Cristina.


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