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Operação Prato, o maior esquema militar brasileiro para investigar a existência de OVNIs

Os ufólogos analisaram raios luminosos misteriosos que causaram alarde no Pará, na década de 1970 — e tiveram revelações insólitas

Penélope Coelho Publicado em 20/05/2020, às 15h30

Imagem ilustrativa de um OVNI
Imagem ilustrativa de um OVNI - Getty Images

Os mistérios que cercam a existência de seres extraterrestres no Brasil chamam a atenção de curiosos e investigadores da área, há muitos anos. Porém, pouco se fala sobre a maior operação oficial para apurar a existência de objetos voadores não identificados, na região norte do Brasil.

Tudo começou quando moradores observaram objetos curiosos no céu da região de Colares, uma pequena cidade do Pará, quase no fim da década de 1970. Diversos habitantes locais afirmaram ter visto objetos luminosos pairando no céu, algumas pessoas chegaram a dizer que foram atacadas por esses raios, o que logo causou alarde na população.

Na ocasião, vários moradores da cidade deram entrada nos hospitais da região, apresentando queimaduras estranhas que, segundo eles, foram causadas pelas luzes do céu, em uma espécie de raio. Os acidentes ficaram popularmente conhecidos como chupa-chupa, causando certo pânico na região, o que também chamou a atenção da imprensa.

Devido à grande repercussão, não demorou muito para que a Força Aérea desse início as investigações sobre o caso, através do Comando Aéreo Regional de Belém. A operação começou no final de 1977, e foi liderada pelo capitão Uyrangê Bolivar Soares Nogueira de Hollanda Lima, então comandante do Para-Sar, um esquadrão de elite da Força Aérea Brasileira — que nomeou a missão.

Campo na Região de Colares, no Pará / Crédito: Wikimedia Commons

 

O desdobramento da pesquisa

Comandando mais 20 militares, o trabalho de Uyrangê foi intenso e analisou ondas de OVNIs que foram relatadas desde a Baixada Maranhense até a divisa com o estado do Pará. E não faltaram equipamentos para a investigação, os pesquisadores foram equipados com binóculos, câmeras fotográficas e filmadoras para que além de observarem, também pudessem registrar as possíveis aparições.

Por quatro meses, os militares permaneceram no litoral paraense, durante o dia entrevistavam moradores que tinham sofrido com as queimaduras. No período da noite, os homens se revezavam para monitorar o céu, sempre atualizando os registros.

Apesar de toda a insistência, nada teria sido encontrado e o capitão Hollanda dava o caso como encerrado. Porém, 20 anos depois, o comandante iria mudar sua versão, gerando uma reviravolta no caso.

Reportagem do jornal local O Estado do Pará, durante os eventos com objetos voadores não identificados / Crédito: Divulgação

 

Outra versão

No ano de 1997, o capitão Uyrangê decidiu voltar a falar sobre o tema, dessa vez, abertamente, admitindo questões que não tinham sido expostas até então. Em uma entrevista para a revista UFO, o coronel revelou que ele e sua equipe avistaram durante uma vigia noturna, a presença de um OVNI no formato de disco, com aproximadamente 30 centímetros de diâmetro, em um local chamado Baia do Sol.

Além disso, Hollanda afirmou que o objeto tinha sua parte posterior na cor preta e uma luz âmbar em seu centro, logo que ele e seus homens avistaram o disco voador, o militar disse que uma luz amarela foi lançada sobre seu grupo de pesquisadores, que fotografaram e filmaram a ação.

Hollanda disse que na época relatou o ocorrido para seu superior, o comandante Protásio Lopes de Oliveira, mas, o homem não demonstrou entusiasmo com a descoberta e por isso pediu para que a operação fosse cancelada. Essa decisão até hoje é muito questionada por ufólogos em todo o país. Porém, algo ainda mais estranho estava prestes a acontecer.

Naquele mesmo ano, dois meses após sua polêmica declaração, o comandante Hollanda foi encontrado morto em sua casa. O homem se enforcou com a corda de seu roupão. Sua morte repentina logo após uma grande revelação acabou gerando algumas teorias, como a de que ele teria sido morto por revelar informações sigilosas, ou, que na verdade, Hollanda teria forjado seu falecimento, para mudar de identidade e deixar o Brasil. Nenhuma dessas teorias acabou sendo comprovada.

O material recolhido no Pará começou a ser liberado ao público no ano de 2008. A opinião geral dos pesquisadores da comunidade ufológica nacional é de que os fenômenos investigados pela Operação Prato foram mesmo de origem extraterrestre. E que as queimaduras nos moradores foram causadas por alienígenas, os estudiosos se baseiam principalmente no relato dos habitantes que sofreram aquele estranho acidente.

Porém, ainda assim essa versão nunca foi comprovada cientificamente e esses eventos continuam sendo um grande mistério. Para Edison Boaventura Júnior, presidente do Grupo Ufológico do Guarujá, o que se sabe da operação no Pará, ainda é somente a ponta do iceberg. Mesmo mais de 40 anos depois do encerramento da Operação Prato, os eventos continuam sendo um enigma a ser desvendado.


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