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Ceia de Natal: A origem dos amados pratos natalinos

Cada componente da refeição surgiu em locais e épocas diferentes para formar a mesa mais tradicional do ano

Redação Publicado em 24/12/2019, às 07h00 - Atualizado às 09h00

Mesa de natal
Mesa de natal - Getty Images

Entra ano, sai ano, continuamos nos sentando à mesa para celebrar o Natal, como faziam nossos pais, avôs e bisavôs. É um ritual nascido há mais de três séculos, provavelmente nas igrejas européias, que passaram a reunir os fiéis para uma espécie de encenação da Santa Ceia. O intuito era confraternizar e programar o futuro, e isso também não mudou. Só o cardápio foi se alterando e ganhando novas interpretações em cada país.

No século 19, o pintor Jean-Baptiste Debret (1768-1848) já descrevia o Natal carioca como uma festa de troca de presentes comestíveis, de caças a compotas. Muita gente discorda, mas nossa ceia tem o jeitão do Brasil, mesmo sendo resultado da influência dos imigrantes. "É uma transferência criativa. Temos outras técnicas de preparo e outros condimentos", diz Wanessa Ásfora, doutoranda em História Social na Universidade de São Paulo.

Frutas Secas

Frutas secas / Crédito: Getty Images

 

São tradição no Hemisfério Norte, que celebra no inverno. "Para os romanos, as avelãs evitavam a fome e as amêndoas, os efeitos da bebida", diz a historiadora Vivian Coutinho.

Champagne

Champagne/  Crédito: Getty Images

 

As primeiras celebrações com a bebida aconteceram no palácio de Versalhes, na França. Napoleão teria dito que ele era "merecido na vitória, necessário na derrota".

Rabanada

Rabanada / Crédito: Getty Images

 

Os portugueses inventaram esse doce feito de pão dormido e fizeram a gentileza de trazê-lo para cá durante a colonização. Na Europa, ele é apreciado o ano todo.

Panetone

Panetone / Crédito: Getty Images

 

A mais famosa lenda sobre ele se passa em Milão. Apaixonado pela filha do patrão, um padeiro criou o "pão do Toni" para o futuro sogro. Certo mesmo é que o doce chegou ao Brasil vindo da Itália.

Tender

Tender / Crédito: Divulgação

Na década de 50, o frigorífico Wilson, de São Paulo, importou pernis de porco defumados. Na embalagem, colocou a expressão tender made ("feito com carinho"). E o paulistano rebatizou o prato.

Peru

Peru / Crédito: Getty Images

Como é barato e engorda rápido, o peru virou símbolo de fartura entre os americanos. Mas não foi por isso que ele veio parar aqui. "Legado português, a ave é apreciada desde a colônia", afirma Vivian Coutinho.

Pernil

Pernil / Crédito: Divulgação

 

A ceia dos portugueses inclui bacalhau com castanhas cozidas. Mas, como o peixe sempre foi caro, muita gente no Brasil deu preferência a um bom porquinho assado.


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