Os 10 melhores filmes históricos, segundo os historiadores

A AH perguntou a acadêmicos de História quais são seus filmes históricos favoritos. Estes foram os escolhidos

quarta 9 maio, 2018
Cena do filme 'O Nome da Rosa'
Cena do filme 'O Nome da Rosa' Foto:Reprodução / Columbia Pictures

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A AH perguntou a diversos historiadores brasileiros quais são seus favoritos no cinema. Estes foram os títulos mais mencionados*. 

10. A Guerra do Fogo (Quest for Fire), 1981, França e Canadá, Jean-Jacques Annaud, 100 min 

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"A melhor produção filmográfica sobre a Pré-História, ainda muito atual e dinâmica, com uma competente visão antropológica das antigas sociedades humanas", afirma Johnni Langer, professor do Departamento de Ciências das Religiões da UFPB. O filme retrata o conflito entre grupos em diferentes estágios tecnológicos no paleolítico. Enquanto se comunica por gestos e não conhece o fogo, o outro sim, e usa de comunicação. 


9. Coração Valente (Braveheart), 1995, Estados Unidos, Mel Gibson, 178 min

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O filme mostra o guerreiro William Wallace liderando os escoceses contra o rei inglês Edward I durante a Primeira Guerra da Independência Escocesa. Coração Valente apresenta uma "reconstituição extremamente idealizada do herói escocês William Wallace, mas tem muita grandiosidade e impacto visual", segundo Langer. Em 1996, o filme venceu cinco das 10 indicações ao Oscar. 


8. Gandhi,1982, Reino Unido e Índia, Richard Attenborough, 191 min

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Aborda a vida e a morte de Mohandas Karamchand Gandhi, o notório líder indiano que travou uma luta sistemática, baseada no pacifismo, contra o Império Britânico na Índia. "A independência política da Índia (1947) em relação ao Império Britânico foi um dos grandes acontecimentos históricos do século XX, pois marcou definitivamente o declínio daquele que era considerado o “Império onde o sol nunca se punha”, ou seja, o maior Império Colonial dominado por uma única nação que o mundo moderno conheceu", segundo Amarilio Ferreira, professor da Universidade Federal de São Carlos.


7. Olga, 2004, Brasil, Jayme Monjardim, 141 min

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Sucesso nas bilheterias brasileiras, o filme apresenta a trajetória da alemã Olga Benário, comunista e judia. Ela e o Brasileiro Luís Carlos Prestes são enviados para o Brasil de Moscou, em missão secreta soviética, como um casal de fachada (ao estilo The Americans), e a relação evolui para uma de verdade. Seu propósito é iniciar uma revolução lenininsta contra Vargas. É a Intentona Comunista de 1935, que fracassa. Terminam presos. Olga é deportada para a Alemanha Nazista e executada em um campo de extermínio. "Uma mulher inconformista frente a uma ditadura, num filme emocionante", explica Pedro Paulo A. Funari, professor do Departamento de História da Unicamp.


6. A Queda: As Últimas Horas de Hitler (Der Untergang), 2004, Alemanha e Itália, Oliver Hirschbiegel, 155 min

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Os 10 dias finais do governo do tirano Adolf Hitler em seu Führerbunker. No  local, que virou a sua base militar, o ditador comandava as ações do Exército nas últimas batalhas da Segunda Guerra Mundial. Em 2005, o filme concorreu ao Oscar de "melhor filme estrangeiro" e viralizou na internet. A cena que mostra o ditador furioso ao perceber que não havia esperança teve suas legendas trocadas para criar memes sobre qualquer assunto.


5. Gladiador (Gladiator), 2000, Estados Unidos e Reino Unido, Ridley Scott, 155 min

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“Ridley Scott seguiu a linha de outros Épicos para realizar sua obra prima”, afirma Cláudio Umpierre Carlan, professor de História Antiga da UNIFAL. Em 180 depois de Cristo, o imperador Marcus Aurelius está prestes a deixar o trono para Maximus, comandante do exército romano. Sedento pelo poder, Cômodo, filho de Marcus Aurelius, mata o pai, assume o trono e ordena a morte de Maximus, que passa a se esconder sob a identidade de um escravo e gladiador, travando batalhas sangrentas no Coliseu.


4. El Cid (El Cid), 1961, Itália e Estados Unidos, Anthony Mann, 182 min

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A trajetória do herói espanhol Rodrigo Díaz de Bívar, conhecido como El Cid, que, na Idade Média, liderou um perído da Reconquista cristã da Espanha. Mas não fez isso simplesmente hostilizando qualquer islâmico pelo caminho. El Cid uniu os cristãos e os muçulmanos nascidos na Espanha contra um inimigo comum: o emir Ben Yussuf. É considerado um dos maiores épicos do cinema, com “cenas de batalhas que só foram superadas pela trilogia ‘O Senhor dos Anéis’”, segundo Carlan.


3. A Lista de Schindler (Schindler’s List), 1993, Estados Unidos, Steven Spielberg, 197 min

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Adaptação do livro Schindler’s Ark, de Thomas Keneally (1982), conta a história do ganancioso empresário Oskar Schindler, membro do Partido Nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Depois de se sensibilizar com a situação dos judeus, Schindler destina toda a sua fortuna à salvação de cerca de 1.200 pessoas dos campos de concentração na Alemanha e Polônia. “Trata de maneira emotiva o drama da vida sob a perseguição nazista”, afirma Funari.


2. O Nome da Rosa (Il nome della rosa), 1986, Itália, Alemanha e França, Jean-Jacques Annaud, 126 min

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Baseado no livro homônimo de Umberto Eco (1980), é “uma impressionante reconstituição das estruturas sociais e intelectuais do medievo”, segundo Langer. Em 1327, em um mosteiro na Itália, sete monges morrem em sete dias, sob circunstâncias misteriosas. O frei William de Baskerville é encarregado de investigar as ocorrências, apesar da resistência de alguns dos religiosos.


1. Spartacus (Spartacus), 1960, Estados Unidos, Stanley Kubrick, 198 min

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Considerado por muitos o clássico dos clássicos, mostra as relações escravistas na Antiguidade Clássica Romana. Depois da morte de um gladiador negro em combate, Spartacus lidera uma rebelião de escravos que desestabiliza grande parte da Península Itálica. De acordo com Langer “apesar de seus inúmeros equívocos históricos, o filme impressiona pela esplendorosa atuação de Kirk Douglas e o excelente roteiro de Dalton Trumbo”.


Votaram: 

➽ Johnni Langer, professor do Departamento de Ciências das Religiões da Universidade Federal da Paraíba.

➽ Pedro Paulo A Funari, professor do Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas.

➽ Julio Gralha, professor de História Antiga e Medieval da Universidade Federal Fluminense.

➽ Amarilio Ferreira, professor da Universidade Federal de São Carlos.

➽ Cláudio Umpierre Carlan, professor de História Antiga da Universidade Federal de Alfenas.

*Os três primeiros filmes foram indicados por metade os historiadores. Os demais, coincidiram em dois deles. 

Thiago Lincolins e Letícia Yazbek

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